segunda-feira, 14 de maio de 2012







FEIJOADA DO FLOR DO CAMPO
Rafaela Rodrigues e Breno Costa
A Diretoria do Boi-Bumbá Flor do Campo estará realizando neste próximo final de semana, dia 19 de março, a partir do meio dia, na sede o Rotary Club de Guajará-Mirim, na Av. Dr. Lewerger, nº 2386, bairro Serraria, o II Feijão e Toada, ao preço de quinze reais o ingresso individual.

Para repetir o grande sucesso do primeiro evento, a Presidente do bumbá, Senhora Ivete Manussakis tem buscado patrocínio entre os empresários da cidade, amantes da brincadeira de boi-bumbá, mobilizado sua Diretoria Executiva e os artistas do Flor do Campo, para que o II Feijão e Toada seja um grande espetáculo de arte e uma saborosa e farta feijoada.


Breno Costa Tavares, Artista de Parintins contratado pelo Flor do Campo, e seus auxiliares, Rafaela Rodrigues de Lima e Nadson Ramos Souza, assinam toda criação artística das apresentações de danças que fazem parte da programação cultural do evento.

Nadson Ramos Souza e Breno Costa ensaiando equipe de
de Dança do Flor do Campo 
Segundo o Artista Breno Costa, quem for se esbaldar no II Feijão e Toada, poderá apreciar uma pequena mostra do seu trabalho coreográfico, que só será apresentado na integra durante a realização do Festival Folclórico deste ano.

Com os recursos arrecadados no evento, a Presidente Ivete Manussakis pretende iniciar os trabalhos de barracão deste ano e, assim, criar um bom clima de entusiasmo entre a Diretoria, artistas, brincantes e a comunidade da Pérola do Mamoré.

Corpo de dança do Boi-Bumbá Flor do Campo 




domingo, 13 de maio de 2012




MAIS PANO PRA MANGA


A publicação dos artigos intitulados “EFMM, MALHADINHO, FLOR DO CAMPO E DESELEGÂNCIA” e “GUAJARÁ, A CASA ROSADA, O BOI E EU” ainda rendem bate-boca nas ruas da Pérola do Mamoré. 

Não que eu tenha me envolvido em discussão com algum descontente com o teor dos textos publicados. Nada disto.

O grande argumento que vinha sendo utilizado por alguns, com o objetivo de desqualificar o teor do meu primeiro texto, era a tesa do forasteiro. Afirmavam que não sou daqui e não falava com conhecimento de causa.

Foi aí que eu publique o segundo texto: “GUAJARÁ, A CASA ROSADA, O BOI E EU”, que versa sobre o lugar onde nasci, a minha infância até aos 12 anos de idade, correndo pelas ruas do bairro Tamandaré, em Guajará-Mirim, dentre outras informações veiculadas.

Os dois textos criaram seguidores, do lado de cá – os que concordaram com os escritos -, e a ala dos contra, defensora da tese do forasteiro.

Uma determinada pessoa da turma contrária, que não se conforma e não acredita nas minhas origens, encontrou uma leitora do meu blog. Não deu outra: foi o bate-boca em plena via pública. Resumo da ópera: a leitora deletou o cidadão inconformado de sua lista de amigos das redes sociais.

Pela tese dos contrários, então podemos concluir (equivocadamente) que só podem defender a preservação da floresta Amazônica quem nascer nesta região do mundo.

Pergunta-se, pois: Alguém que mora em outra região brasileira, em outro país, noutro continente ou que nasceu no Deserto do Saara não poderá fazer a defesa da floresta? Seu argumento será desqualificado pelo simples fato de não ter nascido na Região Amazônica? 

Quem não nasceu em Guajará-Mirim não poderá nunca discorre sobre o Festival Duelo da Fronteira, analisar a estética do folclore local e de nossos artistas? Durma-se com um barulho deste!


sexta-feira, 11 de maio de 2012

FRENTE NEGRA BRASILEIRA COMPLETA 80 ANOS

Há exatos 80 anos, era criada a Frente Negra Brasileira, uma das primeiras organizações no século XX a exigir igualdade de direitos e participação dos negros na sociedade do País. Sob a liderança de Arlindo Veiga dos Santos, a organização desenvolvia diversas atividades de caráter político, cultural e educacional para os seus associados. Realizava palestras, seminários, cursos de alfabetização, oficinas de costura e promovia festivais de musica.

Criada em 16 de setembro de 1931 na cidade de São Paulo, a Frente ganhou adeptos em todo o Brasil, inclusive o jovem Abdias Nascimento. Seguindo o propósito de discutir o racismo, promover melhores condições de vida e a união política e social da “gente negra nacional”, a entidade teve filiais em diversas cidades paulistas e nos estados da Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Estima-se que a Frente Negra Brasileira tenha chegado a aproximadamente cem mil membros em todo o País.

Em sua sede na rua da Liberdade, funcionava o jornal O Menelik, órgão oficial e principal porta-voz da entidade, sucedido pelo O Clarim d’Alvorada, sob a direção de José Correia Leite e Jayme de Aguiar. A Frente Negra ressaltava a importância de o negro superar a condição de cabo eleitoral, incentivando o lançamento de candidaturas políticas negras. A entidade chegou a se organizar como partido político.

Estrutura – A Frente possuía uma complexa estrutura, sendo dirigida por um grande Conselho, constituído de 20 membros, selecionando-se, entre eles, o chefe e o secretário. Havia, ainda, um Conselho Auxiliar, formado pelos Cabos Distritais da Capital. Criou-se, ainda, uma milícia frente-negrina, uma organização paramilitar. Os seus componentes usavam camisas brancas e recebiam rígido tratamento, como se fossem soldados.

Segundo um dos seus fundadores, Francisco Lucrécio, a Frente Negra foi fundada por ele e outros companheiros embaixo de um poste de iluminação. Ainda segundo Lucrécio, no início, muitos não compreendiam os objetivos do grupo. Diziam que eles estavam fazendo “racismo ao contrário”. No entanto, com o tempo, os membros da Frente Negra foram adquirindo a confiança não apenas da comunidade, mas de toda a sociedade paulista. As próprias autoridades a respeitavam.

Os seus membros possuíam uma carteira de identidade expedida pela entidade, com retratos de frente e de perfil. Quando as autoridades policiais encontravam um negro com esse documento, respeitavam-no porque sabiam que na Frente Negra só entravam pessoas de bem.

Em 1937, o Estado Novo de Getúlio Vargas fechou os partidos e as associações políticas, aplicando um duro golpe na Frente Negra, que foi obrigada a encerrar suas atividades.

Fonte: IPEAFRO e Portal da Cultura Negra

quarta-feira, 9 de maio de 2012


GUAJARÁ, A CASA ROSADA, O BOI E EU

Casa Rosada - aqui morei até o ano de 1975
No dia 03 de maio, postei em meu blog um texto intitulado “EFMM, MALHADINHO, FLOR DO CAMPO E DESELEGÂNCIA”, versando sobre o evento que celebrou aqui em Guajará-Mirim, o Centenário da lendária Madeira-Mamoré.

O texto provocou um tsunami de comentários revoltosos nas redes sociais. O descontentamento foi forte para uma ala da Nação Azul e branca, que me acusou de forasteiro, desconhecedor da causa que abordava e, em tom de ameaça, alegava que meu telhado é de vidro.

No tocante à acusação de forasteiro, apresento a todos a Casa Rosada, localizada na Avenida 13 de Setembro, 644, Bairro Tamandaré. Neste endereço morei até o ano de 1975. Antes da Casa Rosada,  morei em um domicílio construída pelo meu pai (que até hoje existe), localizado na Rua Pedro Eleotério (antiga 12 de Julho), próximo ao Centro de Saúde Carlos Chagas, também no Bairro Tamandaré.

Lamento decepcionar aos que me acusam de forasteiro. Nasci na antiga maternidade pública de Guajará-Mirim, no ano de 1963. Sou caboclo beradeiro – legítimo - das barrancas do Rio Mamoré e, até meus 12 anos de idade, estudei na Escola Estadual Almirante Tamandaré.

Casa construída pelo meu pai, onde também morei.
Participei, até o ano de 1975, da farra da matança do boi-bumbá de D. Gregória, que acontecia em um determinado dia do período junino. O boi-bumbá corria pelas ruas do bairro – “azulado” -, perseguido por uma legião de moleques. Era o ritual da matança. Participar dessa algazarra, para mim, era uma das melhores coisas da vida.

Para finalizar, ainda tratando das manifestações sobre o texto escrito e publicado, devo informar que recebi vários cumprimentos e parabéns, vindos de diversos setores do segmento cultural, inclusive de uma ala do respeitado e elegantíssimo Boi-Bumbá Malhadinho, endossando o teor do texto divulgado.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Prefiro não identificar o sujeito


“POSTE” DANCE É TUDO!

Na tarde do último domingo, 6 de maio, recebi alguns convidados na residência do gentil casal Edinart e Dayna, que disponibilizaram sua residência para, juntos com os amigos, festejarmos meu aniversário.

Depois de umas e outras, a galera já embalada pelo etanoico no sangue, resolveu apresentar seus dotes artísticos ao público presente. Mas foram muito além.

Alguns dos que estavam ali presentes compõem a equipe de dançarinos do Boi-Bumbá Flor do Campo.

Ousaram a tal ponto que, naquele momento de pura magia etílica, criaram o “Poste Dance”, a partir da reelaboração da fenomenal e erótica dança Pole Dance.

Prefiro não identificar o sujeito
A pole dance - também conhecida como a dança do cano, a dança da barra, a dança do varão, dentre outras denominações e variações pouco conhecidas - é uma forma de dança sensual que teve origem na Inglatera nos anos 1980, onde a dançarina (ou dançarino) utiliza como instrumento para sua expressão plástica, além do movimento corporal, uma barra vertical, na qual realiza sua performance plástica.

Para quem pensa que estou inventando, tenho algumas fotografias instantâneas, prova material da extraordinária criação artística de nossos artífices.

Parte desse material fotográfico já deletei. O mundo de hoje não está preparado para compreender tão imensurável objeto artístico. Outras não serão publicas, pelas mesmas razões, além do que, muito provavelmente perderia alguns amigos.

 
Prefiro não identificar o sujeito

sábado, 5 de maio de 2012


TÔ FELIZ DA VIDA...

Por uma razão muito simples: neste domingo, 06 de maio, completarei mais uma aniversário. Vou reunir alguns amigos e parceiros, a partir das 16 horas, na residência dos companheiros Ednart e Dayna.

A Diretoria do Flor do Campo encabeça a lista de convidados. Os amigos da nação vermelha e branca vêm logo em seguida e, também na seqüência, os amigos da coloração azul e branca.

Mais tarde, esticarei até o Pagode do Estação Bar, para bebericar mais um pouco. Lá pela meia noite, fecho com chave de ouro no Bar Castelinho.

Segundo minha amiga Simone Mestre, que me ligou hoje, sábado, para me parabenizar, lembrou que de amanhã em diante já poderei entrar em qualquer casa noturna, por está acima dos 18 anos, portando - inclusive - cédula de identidade, para provar a todos minha maior idade, em especial aos céticos, que pensam que sou menor.

quinta-feira, 3 de maio de 2012




EFMM, MALHADINHO, FLOR DO CAMPO E DESELEGÂNCIA 


Da esquerda para direita: Dayan Saldanha, Diego Orsini,
Basílio Leandro e Francisco Leilson Chichão
Na última segunda-feira, dia 30 de abril, véspera do feriado de 1º de maio, aconteceu na cidade de Guajará-Mirim, a festa que celebrou o centenário da conclusão da obra da monumental e lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, ocorrido no dia 30 de abril de 1912. 

A solenidade alusiva aos cem anos de assentamento do último dormente da EFMM foi organizada pelo Governo de Rondônia, com o apoio da Prefeitura Municipal da Pérola do Mamoré. 

Participaram da solenidade o Secretário da SECEL, Francisco Leilson Chicão que, em sua fala, dedicou o evento à memória do Ex-Presidente do Boi-Bumbá Flor do Campo, Dr. Luiz Menezes; o atual e o Ex-Secretário de Cultura e Turismo de Guajará-Mirim Diego Orsini e Dayan Saldanha, respectivamente, e o Superintendente de Turismo do Governo de Rondônia, Basílio Leandro. 

Daiana Azzi, Porta-Estandarte do
Flor do Campo
Artistas regionais consagrados como Silvio José, Silvio Santos, Grupo Manôa, o artista plástico Bototo, Caribé e banda (comandada por Tino Alves), realizaram grandes apresentações que encantou o público presente. 

Porém, o ápice da festa foi mesmo as apresentações dos Bois-Bumbás Flor do Campo e Malhadinho, patrimônios culturais imateriais de Guajará-Mirim. Para suas apresentações, as duas agremiações levaram grande trupe de artistas, reunindo itens, batuqueiros, dançarinos, cantores e bandas. 

Na Praça do Museu, onde aconteceu o evento comemorativo, foi também montada a Feira do Artesanato, com várias barracas, reunindo e comercializando o que há de melhor do artesanato local. 

Raissa, Porta-Estandarte do Malhadinho
Nos bastidores, a única critica vinda de setores das duas agremiações, recaiu sobre a atitude grosseira do Levantador de Toadas do Malhadinho, que - a exemplo da mesma deselegância com a qual havia recebido representantes da agremiação Vermelha e Branca que prestigiaram a feijoada realizada pelo Grupo do Léo, dia 28 de abril, onde também citado artista se apresentou – resolveu prestar homenagem ao Flor do Campo e, de forma muito deselegantemente, cantou a toada chacota do cocoricó. 

O desairoso Levantador de Toadas da Nação Azul e Branca não observou que aquele momento impar, na Praça do Museu, era de união das nações, em favor da Madeira-Mamoré, nosso imensurável patrimônio cultual material. Não cabia tresloucado desafio.


O FESTIVAL FOLCLÓRICO DE GUAJARÁ-MIRIM: A CELEBRAÇÃO DA NOSSA IDENTIDADE CULTURAL

Imagem colhida na internet (https://rondonia.ro.gov.br/) O Festival Folclórico de Guajará-Mirim, conhecido como Duelo na Fronteira, é muito ...