domingo, 24 de novembro de 2019

CONTRIBUICÕES À AGENDA DO PREFEITO

Parquinho tomado pela vegetação,
equipamentos quebrados, Praça do Boi
A Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Guajará-Mirim informou na página do Facebook do executivo perolense que o prefeito Cícero Noronha (DEM), dirigiu-se ao Hospital Regional para ouvir queixas de pacientes e seus familiares, e buscar soluções. A nota destacou que o prefeito fez a visita de surpresa e em pleno Domingo (25/11).

Como contribuinte, também me preocupo com a cidade, seus serviços, equipamentos e espaços públicos de uso coletivo. Hoje, por exemplo, senhor prefeito, fui à Praça do Boi, no bairro Tamandaré. Fiquei preocupado com o estado de abandono da pracinha.  Como o senhor está anotando relatos de queixas da população, aproveito o ensejo para contribuir com sua agenda e gestão, enumerando alguns serviços urgentes, ordinários e necessários para manutenção daquela praça frequentada por pais, mães, crianças, adolescentes, adultos e idosos, conforme a seguir:
Praça do Boi

Na área reservada ao lazer 
e à brincaira  de crianças, a erva daninha está muito alta, dificultando o acesso aos equipamentos. Se faz necessário o roça imediato.

Os equipamentos destinados ao lazer das crianças estão  quase todos quebrados, expondo os pimpolhos em sérios riscos de acidentes. É evidente a urgente necessidade de reparos e/ou substituições de peças, imediatamente. 

Com respeito aos equipamentos destinados aos exercícios físicos dos frequentadores da praça, informo que o mato vem tomado de conta dos mesmos, dificultando o acesso dos praticantes, em especial dos idosos. Sugiro o roço urgente e de maneira constante.

Equipamentos para exercícios,
vegetação alta, Praça  do Boi
Senhor prefeito, sinceramente espero ter contribuído para com sua agenda e para com a melhoria dos serviços oferecidos pelo ente público municipal.

Saudações.

sábado, 23 de novembro de 2019

TAMANDARÉ FAZ A FESTA FLAMENGUISTA

Boteco do Jorjão
O bairro Tamandaré, em Guajará-Mirim, a cada dia se consolida como circuito turistico-festeiro da Pérola do Mamoré.

Na decisão da Libertadores, depois do Flamengo virar o placar e faturar o título, dois bares comandaram a festa da vitória em Guajará-Mirim: Tekila Bar e o Boteco do Jorjão.

Grupo Novo Samba
Enquanto o Tekila atacou com tecnobrega, Jorjão foi de pagodão. Não deu outra, ambos lotados.

Gosto de pagode e tudo indica que o Jorjão também. E o Boteco do Jorjão foi de grupo Novo Samba. Sucesso total.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

FLAMENGO E RIVER PLATE É NO TEKILA BAR



Neste sábado (23/11), às 17h (hora oficial de Brasília), acontecerá a grande final da Copa Libertadores 2019.

O confronto esportivo será travado no Estádio Monumental de Lima, capital do Peru, entre Flamengo e River Plate, duas potências de clubes sul-americanos, ambos selecionados francos favaritos ao título.

O mundo da bola, atletas e torcedores estão de olho em Lima, com uma única certeza: jogo tenso para testar a saúde do coração.

Em Guajará-Mirim, torcedores do Flamengo (e antiflamenguistas), se encontrarão no Tekila Bar, sede oficial (etílica) do Fla-Guajará, de onde, com muita torcida, alegria, mandinga e gritos (porra, caralho, ladrão!), pretendem empurrar o Mengão para o título.

A equipe de artistas e artesãos do Boi-Bumbá Flor do Campo, comandada por Solani Sol, Presidente do bumbá vermelho, é a responsável pela decoração nas cores do time carioca, para animar o ambiente.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

FESTIVAL DE ARTE E CULTURA NO CAMPUS DA UNIR EM GUAJARÁ

Exposição de artes coletiva, hol da biblioteca setorial da UNIR/Guajará

Começa hoje, 20, a V edição do Festival UNIR Arte e Cultura, etapa do campus de Guajará-Mirim. O festival busca criar espaços para divulgação da arte e da cultura desenvolvidas no âmbito da UNIR, objetivando também promover o intercâmbio entre os agentes desenvolvedores e criadores de atividades artísticas e culturais, tanto da comunidade acadêmica quanto da comunidade externa.

A programação do festival 2019 foi pensada de maneira a criar espaços democráticos para debates e discussões acadêmicas sobre arte, cultura e os produtores culturais local, de formar a contribuir para formação artístico-cultural dos acadêmicos e da sociedade em geral, propondo ainda a consolidação da Universidade como espaço de difusão e fomento de atividades artísticas e culturais em Rondônia.


Sinhazinha da Fazenda (Ana Lúcia), Boi Flor do Campo
No Campus da UNIR de Guajará-Mirim, o festival iniciou na manhã do dia de hoje (20/11), com a exposição coletiva reunindo os artistas André Batista e Ariel Argobe, representantes do município de Guajará-mirim; Rosária Feitosa, representante de Porto Velho. A exposição também tem participação especial de obras dos artistas cariocas André Luiz, Dias da Silva e Rubem. À noite, a partir das 19 horas acontecerá a apresentação dos principais itens e da alegoria do Boi-Bumbá Flor do Campo, seguida de apresentação da Banda Musical do Campus da UNIR.


Exposição de artes coletiva, hol da biblioteca setorial da UNIR/Guajará
Na manhã desta quinta-feira (21), a partir das 10 horas, acontecerá a palestra Patrimônio Histórico, a Memória Negligenciada, proferida pelo artista plástico licenciado em artes visuais e história arte Ariel Argobe. Também estão previstas palestras com representantes dos bois-bumbás Flor do Campo e Malhadinho, dias 21 e 22, respectivamente, a partir das 16 horas. Para o encerramento do Festival UNIR Arte e Cultura 2019, acontecerá a apresentação cultural de poesias e palestras sobre literaturas africanas de língua portuguesa cabo-verdiana.

O Diretor do Campus de Guajará-Mirim, Prof. Dr. George Queiroga Estrela, e o Coordenador do festival no campus, Professor João Elói, convidam artistas, artesãos e artífices, bem como o público em geral, para prestigiarem o evento, valorizar nossos artistas e vivenciar singular experiência com a arte e a cultura local.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

UM CRIME CONTRA A MEMÓRIA DE GUAJARÁ-MIRIM: A PROPÓSITO DO PATRIMÔNIO CULTURAL E DAS INTERVENÇÕES TRESLOUCADAS


Praça Mário Corrêa - coreto ao centro
Trazer para o debate público o centro histórico da cidade - a própria cidade ou o conjunto urbanístico histórico que compõe a memória coletiva e individual da urbe - é uma iniciativa democrática, transparente e responsável de lidar e perpetuar a história de um povo, a história da cidade, a história da região e a história do país. Preservar a memória do patrimônio cultural material e intangível é salvaguardar para gerações futuras, as experiências acumuladas por uma sociedade ao longo dos tempos, pois é também na memória do patrimônio cultura das sociedades que está cunhada a visão de mundo, de cultura, de economia, de religião, de desenvolvimento e tudo aquilo que nos cerca, envolve e move.

Praça Mário Corrêa - ao centro histórico coreto
Para melhor compreender sobre o que vamos abordar a seguir – considerando que nossa proposta é trazer para discussão pública as edificações históricas de Guajará-Mirim e a maneira irresponsável como autoridades e lideranças civis lidam com patrimônio cultural  da cidade -, é importante entender que se define como patrimônio histórico um bem material, natural ou imóvel que possui significado e importância artística, cultural, religiosa, documental ou estética para uma sociedade, construído ou produzido pelas gerações passadas, e que representa importante fonte de pesquisa e preservação cultural.

Coreto da Praça Mário Corrêa em sua forma original, telhado em telha
francesa marselha (foto 2018)
Neste sentido, a Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação (UNESCO) é o órgão responsável pela definição de regras para proteção do patrimônio histórico e cultural da humanidade. No Brasil, cabe ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a gestão, a proteção e a preservação do patrimônio histórico e artístico brasileiro.

No âmbito das unidades federativas, existem as secretarias e órgãos estaduais e municipais, compostos por quadro pessoal qualificado, responsável pelo desenvolvimento da política pública de preservação, manutenção, fruição e acesso aos bens que carregam a memória e a cultura de um povo (ou assim deveria ser, no mínimo).

Coreto da Praça Mário Corrêa: nota-se telhado e forro em madeira
Guajará-Mirim é o segundo município mais antigo do Estado de Rondônia. Conforme nos informa o historiador Victor Hugo, em seu livro Os Desbravadores, "Até o início do século XIX, (...) (a cidade) era apenas uma indicação geográfica para designar o ponto brasileiro à povoação boliviana de Guayaramerín”. Naquela época, a localidade que hoje é Guajará-Mirim ainda era conhecida apenas como Porto Esperidião Marques, povoado localizado às margens do Rio Mamoré, fazendo fronteira com a sua coirmã cidade de Guayaramerín, Beni, Bolívia.

Forro original, em madeira do Coreto da
Praça Mário Correia (telhado e forro
destruídos em 2019)
Das primeiras décadas de ocupação e desenvolvimento da região de Guajará-Mirim aos dias atuais, em moldes urbanísticos ocidental, a cidade amealhou significativos exemplares arquitetônicos que atestam a história e a história daqueles que aqui chegaram para povoar a região composta pelos Vales do Mamoré e Guaporé. São edificações que compõem o conjunto urbanístico histórico da cidade, de singulares fachadas concebidas por linhas estéticas de outrora, por amplas praças equipadas com coreto e obelisco comemorativo. Um conjunto arquitetônico encerrados por traços de valor estético, por técnica construtiva de décadas passadas, de imensurável valia histórica.

Sem sombras de dúvidas que é em Guajará-Mirim que ainda reside e resiste aquele que pode ser o último, o mais original e ainda completo conjunto arquitetônico erguidos por gerações passadas. Também é inegável que referido patrimônio subsiste à deriva, abandonado, carecido da atitude pública e do gesto responsável da sociedade como um todo, para proteção do bem cultural local e, desta feita, continuar resistindo e existindo enquanto relatos testemunhas da história e da memória da cidade.

Coreto da Praça Mário Corrêa, em sua forma original,
Guajará-Mirim, RO.
O Coreto da Praça Mário Corrêa é a mais recente vítima da negligência e da intervenção irresponsável, perpetrada por analfabetos estéticos que se apresentam sob falsas credenciais de defensores e protetores da história, do patrimônio e da memória coletiva da cidade. O elegante, gracioso e romântico Coreto da Praça Mário Corrêa foi vítima indefesa dos arroubos arrogantes daqueles que se dizem amar e defender o patrimônio cultural e artístico de Guajará-Mirim. O patrimônio histórico da cidade é vítima contumaz daqueles que se dizem “filhos e amigos de Guajará-Mirim”.

Indiferentes ao estilo arquitetônico e à técnica de construção, sem compromisso algum com a história, a memória e o patrimônio cultural de caboclos, mestiços, indígenas, beradeiros, nordestinos e pioneiros que aqui chegaram para erguer a lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, “capitães do mato” autoproclamados benfeitores e protetores de nossa arquitetura histórica avançaram impiedosamente sobre inconteste símbolo da cidade de Guajará-Mirim e, em ato tresloucado demoliram o telhado do Coreto da Praça Mário Corrêa, alegando ser tal atitude – covarde crime contra o patrimônio cultural da cidade - uma ação de restauro da edificação histórica. 

Coreto da Praça Mário Correia, 2019, já com telhado e
forro originais demolidos.
Sem nenhum constrangimento e com toda desfaçatez que cabe aos descarados, autoridades e representantes da sociedade civil - iletradas insensíveis ao estilo e à linguagem arquitetônica histórica -, pretendem devolver à população local, aos visitantes e turistas que por ventura visitem a cidade no período da festa dos ‘filhos e amigos de Guajará-Mirim”, em festiva, solene e cínica cerimônia, o prédio histórico por eles fraudado, agora um verdadeiro embuste. Uma enganação para tolos aplaudirem.

Forro do teto da Praça Mário Corrêa: confeccionado em PVC: uma agressão
à memória arquitetônica da cidade.
Para encerrar este artigo (e não a discussão sobre gestão do patrimônio histórico local), deixo aqui o Artigo 9° da Carta de Veneza, marco internacional para conservar e restaurar bens culturais, elaborada pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), quando da realização do II Congresso Internacional de Arquitetos e Técnicos dos Monumentos Históricos, em 1964, que define RESTAURO:

 
Coreto da Praça Mário Corrêa: uma reforma demoliu
o telhado e o forro em madeira, originais, sendo o
substituído por telha geométrica retangular de 
sobre posição, completamente distinta da 
original (marselha), e o forro em PVC 
Art.9 - O restauro é um tipo de operação altamente especializado. O seu objetivo é a preservação dos valores estéticos e históricos do monumento, devendo ser baseado no respeito pelos materiais originais e pela documentação autêntica. (...). O restauro deve ser sempre precedido e acompanhado por um estudo arqueológico e histórico do monumento.

A preservação e a manutenção do Coreto da Praça Mário Corrêa enquanto patrimônio histórico da sociedade local é de interesse de todos, em razão de sua vinculação aos fatos memoráveis que contam a histórica da cidade de Guajará-Mirim, além do seu imensurável valor social, artístico e cultural. Ademais, preservar este patrimônio permite-nos montar, estudar e compreender a história de nossos antepassados, uma vez que o patrimônio histórico está repleto de informações sobre tradições e saberes da cultura de um povo.

Mas, lamentavelmente, não foi assim que se deu a intervenção nesta edificação histórica, símbolo da cidade de Guajará-Mirim. Quem pensou, planejou e executou a REMORMA (e não RESTAURO) no icônico coreto, fez à revelia da lei.

Um crime aconteceu aqui. Cabe aos órgãos oficiais pertinentes, investigação e punição aos culpados. Cabe à população, verdadeiramente preocupada com nossa história, exigir esclarecimentos das autoridades, sobre aloprada e nefasta atitude contra nossa memória.

PT DE GUAJARÁ-MIRIM PARTICIPA DE ENCONTRO POLÍTICO COM EVO MORALES

Profa. Lília Ferreira, Presidente PT/GM O Presidente da Direção Regional do Movimiento al Socialismo - Instrumento Político por la Soberanía...