terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

GUAJARÁ MAIS BONITA: DOIS ANOS DEPOIS


Ariel Argobe - Projeto "Guajará Mais Bonita", Flamboyant

Nesta segunda-feira, 22, retomamos as ações do Projeto “Guajará Mais Bonita - Cultive Plantas, Lixo Não”, que tem por objetivo o plantio de mudas ornamentais ou árvores de grande porte em canteiros públicos e praças da cidade, de maneira a reeducar comportamentos antissociais de parte da população - que teima em jogar lixo doméstico e entulhos em espaços públicos da cidade, contribuindo para um visual urbano desagradável, sujo e insalubre – assim como, colaborar com as atitudes públicas na área dos serviços básicos, cujas ações de manutenção e limpeza da cidade acontecem de forma insuficiente e ineficaz, o que contribui para este cenário de abandono e sujeira.

Os exemplares plantados no Parque Circuito da cidade, espaço que fica localizado entre as avenidas XV de Novembro e Dr. Mendonça Lima, em frente ao Estádio Municipal João Saldanha, são da espécie flamboyant, uma árvore originária de Madagascar, cuja copa é ampla e em forma de guarda-chuva, que se mantém florida o ano inteiro, cresce de 2 a 5 metros aproximadamente, requer poucos cuidados e é ideal para espaços públicos amplos.

Lú Barbosa e Victo Gabriel, Projeto "Guajará Mais Bonita"
No dia 15 de dezembro de 2013 foram plantadas, em alguns canteiros do centro histórico da cidade, por voluntárias e colaboradores do projeto, as primeiras mudas de exemplares ornamentais de pequeno porte. Dois anos e dois meses depois de iniciado o projeto, poucos exemplares sobreviveram, pois vândalos - quando não, a própria prefeitura ao realizar a poda da grama - arrancam ou cortam as plantas, conforme relatado por comerciantes e trabalhadores daquela região.

A coordenação do Projeto “Guajará Mais Bonita - Cultive Plantas, Lixo Não” prepara relatório de atividades, a ser enviado ao prefeito, SEMOSP, SEMA e ao Ministério Público Estadual, com indicativo dos locais onde estão plantadas as novas e antigas mudas, de formar a orientar os servidores municipais responsáveis pela manutenção e limpeza dos logradouros públicos e, desta forma, estabelecer parceria entre o ente público e a sociedade civil, objetivando a continuidade do projeto e preservação e manutenção de plantas e jardins da cidade.

Os interessados em somar com esta campanha, sobre tudo você que é realmente filho e amigo desta cidade e deseja contribuir com a melhoria do visual de nossa Pérola do Mamoré, é só entrar em contato por meio do endereço eletrônico: cultiveplantas@yahoo.com.br.
Projeto "Guajará Mais Bonita", muda de flamboyant

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

FELIZ ANIVERSÁRIO JANAÍNA


         
Jana e Victor
Completou idade no dia de ontem, 11 de fevereiro,
Janaína Maria de Araújo Brasil, filha do coração - e biológica de meu irmão Hugo Amós. A celebração foi singela, organizada por mim e pela grande amiga Suely Coni (a queridíssima Borboleta), e apenas para marcar a data, considerando seu estado delicado de gravidez. Apesar de ser o niver da Jana, mas quem irá receber o presente será toda família, pois em breve chegará o Hugo Levi, seu segundo filho. Parabéns Jana filhona, e muitas e longas felicidades!

BLOCO RESENHA NA FOLIA: UM BRINDE AO CARNAVAL


Bloco Resenha na Folia

Nos dias 7 e 9 de fevereiro, domingo e terça-feira de carnaval na Pérola do Mamoré, uma agradável surpresa invadiu as ruas do Bairro Tamandaré e as ruas do centro histórico de Guajará-Mirim: era o Bloco Resenha na Folia, organizado pelas famílias Ruiz e Stenglischer, sob a coordenação do médico Wenceslau Ruiz.

Pelo segundo ano consecutivo o Bloco Resenha na Folia deu o ar de sua graça, saindo pelas ruas da cidade, serpenteando e fazendo a folia de brincantes e admiradores da cultura popular. Aplaudido, o bloco das famílias Ruiz e Stenglischer transbordava alegria por onde passava.

Bloco Resenha na Folia (lado direito: Wenceslau Ruiz)
O cordão carnavalesco do bairro Tamandaré é constituído por fieis foliões seguidores de folguedos carnavalescos tradicionais, de forma que o bloco já nasceu ostentando como característica fundamental e histórica, um conjunto de brincadeiras próprias do carnaval de outras épocas: a espontaneidade; lançar polvilho (maizena) nos brincantes e público, de maneira a lambuzá-los; reunir em um único cordão carnavalesco os amigos e a família amante da cultura do carnaval, dentre outros elementos.

Este conjunto de elementos estéticos que definem a plástica do Bloco Resenha na Folia - que em outras épocas marcavam fortemente antigos cordões carnavalescos tradicionais – classifica o bloco do médico Wenceslau Ruiz como entrudo, um formato de folgança carnavalesca tradicionalíssima, que chegou ao Brasil através dos nossos irmãos portugueses.

Bloco Resenha na Folia: desfila no centro histórico da cidade
O cordão carnavalesco das famílias Ruiz e Stenglischer desfilou pelo centro histórico da cidade, visibilizando e celebrando o nosso conjunto arquitetônico e paisagístico histórico, abandonado, deteriorando e carente de políticas públicas continuadas para preservação desse relevante patrimônio de décadas passadas. 

O desfile do Bloco Resenha na Folia foi muito mais que uma apresentação: tratou-se de um retumbante grito de alerta; uma corajosa manifestação de compromisso e legítimo brinde ao nosso patrimônio cultural material e imaterial, assim como, à cidade e á memória local. Um forte recado de seu presidente, médico Ruiz Wenceslau, pré-candidato para o cargo de prefeito da cidade de Guajará-Mirim.

A cidade precisa, urgentemente, de um chefe para o cargo máximo do executivo municipal, com profundas ligações e compromissos com a nossa cultura, nossa gente e o nosso patrimônio histórico. Parabéns às famílias Ruiz e Stenglischer, aos brincantes e ao Bloco Resenha na Folia.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

CARNAVAL DE GUAJARÁ 2016: TUDO DEU ERRADO



          
            
Carnaval de Guajará 2016: Edilene Souza e Banda
“O ano brasileiro só começa depois das festas momescas”. “O brasileiro só trabalha depois do carnaval”. Quem de nós nunca ouviu estas frases, ou similares a estas? Analisando bem de perto, o que se pode concluir com tais afirmações, verdadeiramente, que são visões preconceituosas sobre a cultura popular, o artista e seu produto de arte.

            Se o brasileiro só trabalha depois da folia, fica a pergunta: quem produz as maiores obras de cultura popular do mundo, do campo imaterial, reconhecidas internacionalmente como ímpares, e que aflora por todo território nacional no período carnavalesco? Certamente, nas visões de preconceituosos, de conservadores e religiosos fundamentalistas são pessoas ‘desocupadas’, ‘pessoas que não tem nada sério para fazer’: artistas, artesãos e artífices, gente vagabunda.

Há algumas décadas passadas – não faz tanto tempo assim – atrizes do teatro de revista deste Brasil eram fichadas nas delegacias de polícias como prostitutas, vagabundas, com direito a ‘carteirinha de puta’ (vejam depoimentos da saudosa Dercy Gonçalves). Sempre foi assim, ao longo da história, o artista popular é um desocupado, assim como, seu produto de arte e o seu labor são produtos de gentes desocupadas. Não conta como trabalho sério.

Carnaval de Guajará 2016: concurso de dança
Quem faz carnaval por este Brasil a fora – ou boi-bumbá em Guajará-Mirim – são bêbados, preguiçosos desempregados, putas, ‘viados’, ‘noiados’ ou desocupados – na visão daqueles que não querem o carnaval; daqueles que não gostam de bois-bumbás; daqueles que são contra a arte popular e as manifestações culturais do povo; daqueles contrários às tradições culturais do homem simples. Em resumo: preconceito puro.

Aliás, os trabalhos do carnaval para 2017 começam logo após o encerramento dos desfiles dos GRESs e o pronunciamento do grêmio vencedor do certame deste ano. Diretoria, carnavalescos, artistas, colaboradores e a comunidade dão início à labuta para por nas passarelas de samba de todo Brasil, a ópera popular carnavalesco do ano seguinte. É um trabalho de Hércules, árduo, delicado, para quem acredita na arte e no artista – ou de vagabundos preguiçosos, para quem odeia a cultura popular.

Na festa carnavalesca de Guajará-Mirim de 2016 deu tudo errado – para os preconceituosos, para os fundamentalistas religiosos e para autoridades públicas e lideranças que não suportam a estética popular e a felicidade do povo simples. Esperavam e torciam pela catástrofe. Desejavam a violência no período momesco. Estavam na torcida do quanto pior melhor: tiros, facadas, pedradas, brigas, mortes e muita violência, para assim, justificarem seus discursos conservadores em desfavor da folia do povo e do carnaval popular.

Carnaval de Guajará 2016: grande pública se diverte
Deu tudo errado para os pessimistas que esperavam um cenário pandemônico, pois, ao contrário dos desejos insanos dos agourentos, no período carnavalesco da Pérola do Mamoré reinou alegria, predominou a convivência pacífica, como determina sua majestade o Rei Momo.

Os índices de violência da cidade não atingiram a estratosfera, como esperam alguns. Mantiveram-se nos padrões de sempre, nos índices corriqueiros da urbe mamorense. Para os céticos, consultem os boletins de ocorrências policiais, de janeiro a janeiro, e comparem.

Carnaval de Guajará 2016: Lohanna Kawazak
Pontuou neste carnaval a promolter e empresária Lohanna kawazak, a nossa “Zé Pereira” do carnaval na fronteira, pois a mesma chamou para si a responsabilidade constitucional do ente público e, em parceria com Melki Moraes e a empresa MS Sonorização, realizaram a festa da Corte de Rei Momo em Guajará-Mirim, dando ao povo muita alegria e diversão, em cenário de muita paz.

Pontuaram todos os foliões que acreditaram na cultura popular e na força do carnaval de Guajará-Mirim, ao prestigiarem o carnaval perolense, perpetuando assim, a estética carnavalesca do povo brasileiro e a singularidade de nossas manifestações culturais identitárias.

Carnaval de Guajará 2016: Bloco Resenha na Folia
Pontuaram também todos os foliões e amantes da cultura popular ao não se renderem ao discurso conservador e à autoridade ingrata e, de forma improvisada, saíram pelas ruas e avenidas da cidade (cheias de lixo, buraco e lama), em cordões carnavalescos espontâneos, brincando carnaval, como fizeram a diretoria e os brincantes do Bloco Carnavalesco Resenha na Folia, coordenado pelo médico Wenceslau Ruiz.

Carnaval de Guajará 2016: vendedores ambulantes
Ganharam os vendedores ambulantes que se instalaram - com suas tendas e carrinhos de vendas - nos arredores do grande circo carnavalesco, espaço de potencialidades e oportunidades para trabalhadores de todas as horas (nunca preguiçosos), que farejam na grande festa carnavalesca, promissor ambiente para geração de ocupações e rendas extras para sustento de suas famílias.

Em síntese, na folia momesca da Pérola do Mamoré venceu a força da cultura popular. Venceram Rei Momo, o carnaval brasileiro e a folia carnavalesca de Guajará-Mirim. Mais uma vez, venceu a estética do povo.  

No carnaval popular de Guajará-Mirim de 2016 deu tudo certo, para quem ama brincar ou trabalhar no carnaval! VIVA A CULTURA POPULAR!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

FLOR DO CAMPO FATURANDO NA FOLIA DE MOMO


Rosa Solani, Diretora de Arena do Boi Flor do Campo

São inegáveis as possibilidades do carnaval popular e a economia informal. Enquanto uns se divertem, outros aproveitam os quatro dias do reinado de Momo para faturar uma renda extra.  Muitas são as famílias que tiram seus sustentos de eventos em eventos, peregrinando o ano inteiro, vendendo de tudo, para aumentar a renda da família e pagar as contas do mês.

Ultimamente, não só vendedores ambulantes procuram estes espaços. Associações culturais e beneficentes também buscam lucrar um extra na rebarba dos grandes certames culturais.

Carnaval 2016: Barraca do Boi Flor do Campo
No local onde acontecerá o Carnaval 2016 de Guajará-Mirim, em frente ao Ginásio Afonso Rodrigues, do lado esquerdo da entra principal, está instalada a barraca da Associação Cultural Boi-Bumbá Flor do Campo, onde seus diretores estarão vendendo bebidas e comidas para o público de foliões e, assim, arrecadar fundos extra para cobrir pequenas despesas da associação, assim como, organizar a apresentação do bumbá para este ano de 2016.

Rosa Solani, Diretora de Arena do boi vermelho comunica e convida amantes e foliões da cultura carnavalesca e de bumbá, para prestigiarem a barraca do Flor do Campo, degustando menu especial preparado para o evento e, desta forma, ajudar o boi do bairro Tamandaré.



O FESTIVAL FOLCLÓRICO DE GUAJARÁ-MIRIM: A CELEBRAÇÃO DA NOSSA IDENTIDADE CULTURAL

Imagem colhida na internet (https://rondonia.ro.gov.br/) O Festival Folclórico de Guajará-Mirim, conhecido como Duelo na Fronteira, é muito ...