domingo, 25 de junho de 2017

QUER GANHAR DINHEIRO FÁCIL?

Se você é um juiz, por exemplo, basta acusar uma pessoa famosa - de preferência de fama mundial -, de  um crime qualquer, seja a pessoa culpada ou inocente.

Crie um roteiro mirabolante, surreal, cruel e hollywoodiano, para deixar a todos, inclusive o mundo, de cabelos em pé, além do país, a economia e a justiça de cabeças para baixo.

Feito isto, é só aguardar os convites - vai chover -, e sair dando palestras pelo país e pelo planeta. Você vai rachar o bico de tanto ganhar dinheiro.

Alguém tem dúvidas da eficácia da receita?

O dinheiro pode até ser sujo, mas é dinheiro. "Basta Lavar a Jato", e pronto, dinheiro limpo.

sábado, 24 de junho de 2017

FESTIVAL DE GUAJARÁ: JÁ TEM BOI NA LINHA

É sempre assim. Enquanto  um não quer nadica de nada, tem outro só de olho, de 'mutuca', só 'urubuservando', esperando por um vacilo do leso, do abestado, pra tomar o lugar dele.

É neste pé que está o Festival Folclórico de Guajará-Mirim. "Tem boi na linha", riscando chão, querendo entrar na arena de disputa do sambódromo, custe o que custar, pra duelar com Flor do Campo.

Segunda-feira, 26, acredito que vai ter 'tourada' na pérola do Mamoré, vai feder a chifre queimado, certamente haverá combate entre o contrário e o contrário do próprio contrário, pra decidir quem vai pra peia com o Flor do Campo, em agosto, durante o Duelo da Fronteira.

A conferir.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

FESTIVAL FOLCLÓRICO DE GUAJARÁ: O DUELO DE UM BOI SÓ

Nota da Comissão
A Comissão de Organização do XXI Festival Folclórico de Guajará-Mirim, evento a ser realizado nos dias 11, 12 e 13 de agosto de 2017, na ex-arena do bumbódromo, rebatizada de ‘santódromo’ - por ocasião da última Marcha Pra Jesus, que aconteceu no dia 17 do corrente – se reuniu no dia de hoje, 23, sexta-feira, para tratar da realização do festival deste ano.

Se fizeram presente à reunião, representantes da SEMCET, da Associação Folclórica e Cultural Boi Bumbá Flor do Campo, da empresa gestora do festival Silva & Brandão Imp. Exp. Ltda., e representantes da Comissão de Organização do XXI Festival Folclórico de Guajará-Mirim que, durante suas falas reafirmaram compromisso e participação no evento, a partir do desempenho de seus respectivos papéis para realizar aquele que é, indubitavelmente, o maior certame de cultura popular do Estado de Rondônia.

Também estavam presentes à reunião, representantes da Associação Folclórica e Cultural Boi Bumbá Malhadinho, que comunicaram a não participação no evento, por “não possuir capacidade para apresentar-se, alegando insuficiência de recursos para o Festival de 2017”, conforme informou nota divulgada pela Comissão Organizadora.

A última edição com perfil de disputa estética entre as duas agremiações de bumbás aconteceu no ano de 2015. Em 2013 não houve festival e em 2014 foi realizada apenas uma singela mostra do festival. Em 2017, em razão do trágico assassinato de Márcio Menacho, artista do Flor do Campo, na véspera do evento, obrigou a organização transformar, de última hora, o concurso em mostra.

Festival de 2010
Ao longo da trajetória de sucesso do festival perolense, muitos foram - e continuaram sendo - os percalços enfrentados pelas diretorias e colaboradores das duas agremiações culturais para colocar, a cada edição, o espetáculo artístico na arena do bumbódromo, sendo a questão financeira um obstáculo cosntante.

A se confirmar o festival com a participação de apenas um bumbá, o ‘duelo de um boi só’ - e este será a primeira vez que inusitado fato acontecerá - sem sobras de dúvidas, tal situação sinaliza para derrocada final deste belo espetáculo de cultura popular realizado por caboclos e beradeiros.

O Festival Folclórico de Guajará-Mirim tem codinome: Duelo na Fronteira.

Duelo implica a participação de dois bois. Com um bumbá já ‘na lona’, fora do páreo, será preciso reconfigurar o evento, dando-lhe novo viés, para se garantir a continuidade do festival, a partir de nova agenda de atração cultural, além da apresentação do Flor do Campo (este sim, boi de luta).

terça-feira, 6 de junho de 2017

É QUASE DE GRAÇA, PAGA UM E LAVA DOIS

É final de feira na Barraca Suruba da República e Temer berra, ensandecido no balcão do golpe, anunciado a pechincha do dia:

- Atenção 'criente', é queima total dos recursos públicos. É pra salvar o mandato e a pele do golpista, aproveite a queima do estoque".

- Tá liberado 168,2 milhões em emendas parlamentar, é só botar nas costas e levar pra casa;

- 'Nois tem também' perdão de dívida pra ruralistas, chega aí parceirão do agronegócio e guarde no 'borço' que aqui, na Barraca Suruba da Repúblia você não perde, só lucra;

- Venha 'madamas' e patrãozinho que 'nois também tá' negociando perdão de débitos de empresas com a União (Refis);

- Também 'nois' tem aqui concessão de rádios, 'nois' entrega em todo o país.

Tá valendo tudo. Temer escancara e joga a própria bunda encima da banca de negócios. É final de feira no planalto central.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

NÃO, MERITÍSSIMO JUIZECO



“(...) não foram identificados pela equipe de auditoria atos envolvendo a participação do ex-presidente da república, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, na gestão da Petrobras que pudessem ser qualificados como representativos de corrupção ou configurar ato ilícito".

Foi a resposta enviada pela KPMG, auditoria independente, ao meritíssimo senhor juiz da republiqueta curitibana, Sérgio Moro, sobro a participação de Lula no esquema de corrupção da Petrobras.

Esta é a segunda empresa de auditoria a decepcionar as ambições do magistrado da República da Coacla, que sonha com um crime que possa enjaular Lula. A primeira foi a PricewaterhouseCoopers, maior empresa de auditoria do mundo, que em abril deste ano prestou a mesmíssima informação decepcionante ao juizeco coacloense.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

UNIR DE GUAJARÁ NAS URNAS



Nesta quarta-feira, 10, técnicos Administrativos, alunos e professores da UNIR do Campus de Guajará-Mirim participam de consulta à comunidade acadêmica para escolha de Diretor e Vice-Diretor do Campus da UNIR na Pérola do Mamoré.

O Prof. George Queiroga Estrela, atual diretor do campus e doutor em Educação Escolar (UNESP), mestre em Engenharia de Produção e Graduado em Tecnologia Química (UFPB), busca sua reeleição defendendo as realizações de sua gestão nos últimos quatro anos e apresentado novas propostas, caso eleito, para seu próximo mandato. Queiroga concorre neste pleito sob o lema “O Progresso Continua: todos unidos pelo campus de Guajará-Mirim”.

O professor Fábio Robson Casara Cavalcante, natural de Guajará-Mirim, participa do pleito também concorrendo para o cargo de diretor do campus. Casara é graduado em Engenharia Agronômica (UFERSA), com especialização em Gestão e Controle Ambiental (UPE), e em Ecoturismo (UFLA). Possui Mestrado em Administração Rural e Comunicação Rural (UFRPE), com área de concentração em Administração Pública para o Setor Agrícola e Doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (UFPA), através do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos - NAEA, com área de concentração em Ciências: Desenvolvimento Sócio-Ambiental. Fábio Casara concorre defendendo o lema ”UNIR Para Todos”.

Para o cargo de vice-diretor do campus concorrem a Professora Patrícia Carneiro, em dobradinha com o professor Fábio Casara; e Maurício Silva de Souza, em parceria com o professor George Queiroga Estrela.

A consulta se encerrará às 21 horas e, segundo o presidente da Comissão Eleitoral, professor Oziel Marques da Silva, por volta das 23 horas será divulgado o resultado do pleito.

terça-feira, 4 de abril de 2017

GUAJARÁ: DA DOR À POLÍTICA DE REPARAÇÃO SOCIAL



Davino Serrath e Cícero Noronha
Enfim temos prefeito. No último domingo, 2, a população de Guajará-Mirim elegeu para o cargo máximo do executivo municipal, em eleição suplementar, o empresário Cícero Noronha Alves Filho (DEM), e também, para o cargo de vice prefeito, o vereador  Davino Serrath (PMN).

A eleição de Noronha e Davino despertou em algumas pessoas o que há de mais animalesco e insano no ser humano: o ódio, o preconceito, a fúria, e o desprezo ao próximo, sentimentos tão em vogo no Brasil pré e pós golpe, quase aceitos como atitudes naturais nas relações socais.

Proclamados os vencedores, algumas pessoas, sob forte ataque de fúria, recorreram às redes sociais para atingir de forma violeta, desprezível e preconceituosa a dupla vencedora, com ilações criminosas e vis. Tal atitude desumana nos leva a uma reflexão: o quê representa a eleição de Cícero Noronha e Davino Serrath para contexto político local, considerando as nuances classe dominante e subalterna, patrão e empregado, centro e periferia, casa grande e senzala?

Eleger para o cargo de prefeito alguém que não descende dos clãs de pioneiros e fundadores da urbe mamorense, um principiante em cargo público, sujeito que em sua infância vendia tapioca, picolé e outros quitutes caseiros, para engrossar a renda família; eleger um prefeito sem ‘linhagem política’, que ainda tem como vice um afrodescendente, de origem social semelhante à trajetória do prefeito eleito, para alguns representantes da elite política e econômica segregadora perolense chega a soar como afronta inenarrável; humilhante desonra para o Palácio Pérola do Mamoré; imensurável vergonha para cidade e aos grupos políticos outrora dominantes.

Impropérios como “incompetente, traficante, gay, aliciador de menores, seqüestrador de menores” invadiram as redes sociais após proclamação dos vencedores do pleito suplementar. A eleição de Noronha e Serrath deixou, por exemplo, Linara Cavalcante “inojada de Guajará” (sic). Luan Cézar, filho do vereador e Presidente da Câmara de Vereadores de Guajará-Mirim Mário Cézar (PMDB), declarou em redes sociais: “Agora 2 incompetentes assumido a prefeitura, um traficante e outro gay” (sic).

Certamente que os advogados do Prefeito eleito Cícero Noronha Alves Filho e do vice Prefeito, o vereador Davino Serrath, tomarão as medidas necessárias, à luz da lei, para combater os possíveis crimes cometidos por Linara Cavalcante e Luan Cézar.

Nesta segunda-feira, 3, Noronha e Serrat fizeram visitas em algumas unidades e áreas da prefeitura. Em uma delas, enquanto o prefeito eleito e seu vice circulavam pela área externa de um órgão visitado, duas funcionárias que observavam do interior da repartição as autoridades eleitas, comentaram: “o prefeito nem olha pra gente”. Então a outra respondeu: “é que ele esta lá embaixo e não está vendo a gente aqui em cima”. As duas funcionárias foram interrompidas por uma terceira servidora comissionada, que asseverou: “e é lá embaixo o lugar dele. Ele nuca vai passar disso”.

Para quem faz política com “P” másculo e para homens grandes, agora é hora de juntar cacos, lamber feridas do embate, sacudir a poeira e seguir em frente. Noronha e Davino tem missão mais relevante: transformar a prefeitura em uma instituição mais justa e o município em uma cidade mais agradável, mais humana e mais tolerante. Fazer da injustiça e do preconceito sofridos por ambos, instrumento de reflexão e de transformação. Converter a dor em política pública de reparação e justiça social para todas as vítimas de preconceito, racismo, misoginia, xenofobia, homofobia e tantas outras formas de segregação social.

A melhor resposta de Noronha e Davino à desagradável experiência viva é levar o tema para espera da política pública, de forma a inspirar discussões e possível criação de uma coordenadoria municipal da cidadania e direitos humanos, a exemplo de inúmeros municípios, diretamente ligada ao gabinete do prefeito, conduzida por Davino Serrath, para articular a implementação de políticas públicas de defesa, reparação social, promoção e garantia dos direitos fundamentais de negro, mulheres, idosos, crianças, adolescentes, índios, população LGBT, portadores de necessidades especiais, quilombolas, estrangeiros (em especialmente população boliviana residente no município), e demais segmentos sociais historicamente marginalizados e desassistidos pela carência – ou total ausência - de políticas públicas municipais reparadoras no âmbito da educação, assistência social, saúde, cultura, esporte e lazer, com vistas à superação das desigualdades e a eliminação das diferentes formas de discriminação.

O FESTIVAL FOLCLÓRICO DE GUAJARÁ-MIRIM: A CELEBRAÇÃO DA NOSSA IDENTIDADE CULTURAL

Imagem colhida na internet (https://rondonia.ro.gov.br/) O Festival Folclórico de Guajará-Mirim, conhecido como Duelo na Fronteira, é muito ...