quinta-feira, 21 de agosto de 2014

PIQUENIQUE E POLÍTICA



Crianças da Creche do CSU

              Nesta quinta, 21, ao me dirigir para o trabalho pelo período da manhã, no itinerário entre a minha residência e a UNIR, campus de Guajará-Mirim - percurso que faço de bicicleta, volta e meia, para exercitar o corpo, ainda que esporadicamente - ao passar pela praça localizada em frente à EEEFM Irmã Maria Celeste, eis que ouço um grito insistente. Alguém me chamava para um lanche em um piquenique que acontecia naquele local e momento, em pleno gramado, sob sombra e abrigo das árvores lá existentes.

            Era a amiga e Professora Antônia Sebastiana, popular figura da cidade Pérola do Mamoré, uma verdadeira deusa de belíssima plástica afro-brasileira, de singular postura - sempre festiva e alegre - que estava acompanhada da também Professora Georgina Linhares, em atividade com seus alunos de 3 anos, da Creche do CSU. 

        Não me fiz de rogado, logo me abanquei no piquenique organizado pelas professoras, saboreando sucos, biscoitos, frutas e bolos.

Profa. Georgina Linhares e alunos da Creche do CSU
Em seguida, também se aproximou, para cumprimentar a todos, o jovem político Rodrigo Nogueira. Não deu outra: a conversa enveredou para o lado das campanhas de presidente da república, governador, deputados estaduais e federais e senadores.

O diálogo correu acalorado, com diversas opiniões, matizes e vieses sobre todos os candidatos em campanha; os nomes daqui e de fora; os  legítimos e os oportunistas; quem se elegerá e quem fica de fora; e os competentes, os incompetentes e os corruptos. Elogios e críticas severas, tanto pra direita quanto para esquerda, correram soltas.

No meio do vuco-vuco político-dialógico, Rodrigo Nogueira se informou sobre assuntos da educação no município; sobre os destinos das sobras do FUNDEB; as condições em sala de aula, dentre outros quesitos, enquanto também discorria sobre tais temas, com propriedade e segurança.

Rodrigo Nogueira e a Profa. Antônia Sebastina
Neste momento as professoras decretaram: “você é o nosso futuro prefeito. Você não pode dizer não, nós vamos votar em você”. Como um bom político, que sempre aprende com as experiências de campanha, com as vitórias e derrotas, Rodrigo Nogueira, fugia pela tangente, taticamente, não aceitando e nem negando a incumbência, apenas defendendo que Guajará-Mirim precisa de um projeto político, discutido por toda sociedade, com capacidade de tirar a cidade do atraso e marasmo em que se encontra.

As professoras, enfáticas e incisivas, em couro, "declamavam: esta pessoa é você". Rodrigo Nogueira, sabiamente, deslizava por entre os dedos e vontades das professoras, sem dizer não.

Piquenique: crianças da creche do CSU
O jovem político está mais perspicaz politicamente. Certamente espera o momento exato para se posicionar sobre o Palácio Pérola do Mamoré e, com certeza, em se decidindo concorrer ao cargo máximo do executivo municipal, Rodrigo Nogueira certamente planeja chegar lá sim, e ocupar a cadeira de prefeito de forma triunfal, levado pelos braços do povo.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

GUAJARÁ: A FLORADA DOS IPÊS



Elas estão de volta. Ano passado falei sobre sua rara beleza e exuberância floral. São os ipês, árvores realmente especiais, que possibilitam aos transeuntes da cidade, uma deslumbrante experiência estética; verdadeiro espetáculo da natureza no período da floração.

Guajará-Mirim, cidade que detém o codinome de Pérola do Momoré, certamente seria muito mais encantadora e aprazível, se canteiros e jardins das ruas, avenidas e praças da urbe tupiniquim mamorense fossem cobertos por exemplares dessas árvores espetaculares, pertencentes à família das bignoniáceas.

Apesar do abandono, da sujeira, da poeira e dos buracos nas ruas e avenidas da Pérola do Mamoré, a cidade fica mais linda (ou não tão feia) neste período do ano. A beleza do ipê em flor enche os olhos do cidadão e dos visitantes que passam por alguns locais da cidade onde há a árvore do ipê que, por sua beleza, seduz qualquer um, pelo tom e pela profusão de flores em um único exemplar.

A área externa da centenária e histórica Estação da antiga EFMM, onde hoje funciona o Museu Histórico Municipal de Guajará-Mirim, neste período do ano, transforma-se em uma das mais lindas paisagens urbana da cidade, atraindo olhares de todos - brasileiros e bolivianos - que por ali passam, e se encantam com a florada dos ipês lá existentes.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

DIA DOS PAIS: HISTÓRIA E SIGNIFICADO



Hugo e Maria Edwirges, Dia dos Pais no Balneário do Célio

A versão mais conhecida sobre o surgimento da data para celebrar os pais é a história de William Jackson Smart, um veterano da guerra civil americana, que perdeu sua esposa quando os seis filhos eram ainda bem pequenos.

Segundo a história, no ano de 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha de William Jackson Smart, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a ideia de celebrar o Dia dos Pais. Seu objetivo era homenagear o próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898, ao dar a luz ao seu sexto filho. William teve de criar o recém-nascido, e seus outros cinco filhos, sozinho.  Segundo algumas fontes de pesquisa, o nome do pai de Sonora era John Bruce Dodd, e não William Jackson Smart.

Hugo e Ariel, celebrando o Dia dos Pais, Balneário do Célio
A data escolhida por Sonora Louise foi o dia de nascimento de Willian, dezenove de junho, sendo sua homenagem em razão da admiração que sentia pelo pai, por ter dedicado sua vida aos filhos e ter conseguido criá-los muito bem. Com o tempo, o feito de Sonora Louise foi se repetindo por outras famílias da cidade de Spokane, posteriormente por todo Estado de Washington, até um dia atingir todo o país. 

Em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais. Outras fontes atribuem a oficialização da data ao Presidente Richard Nixon, no em 1972.

No entanto, há registro de homenagem bem anterior à versão americana. O fato mais remoto de tributo a um pai é anotado há mais de quatro mil anos, ainda na Babilônia, quando um jovem chamado Elmesu fez um cartão de argila para seu pai, desejando-o sorte, saúde e longa vida.


Hugo e Maria, Dia dos Pais, Guajará-Mirim/RO
No Brasil, o Dia dos Pais foi celebrado pela primeira vez em 14 de agosto - dia de São Joaquim, patriarca da família - do ano de 1953, a partir da proposta do publicitário Sylvio Bhering. Naquele ano, diversas instituições de imprensa se reuniram com o propósito de promover um concurso para homenagear três categorias de pais: o pai com maior número de filhos, o pai mais jovem e o pai mais velho. Os vencedores foram um pai com trinta e um filhos, um pai de 16 anos e um pai com 98 anos.

Posteriormente, esta data foi alterada por motivos comerciais e, desde então, o Dia dos Pais, no Brasil, é celebrado no segundo domingo de agosto, sendo esta uma data flutuante, caindo em dias diferentes a cada ano.

Excetuando a intenção comercial, o Dia dos Pais é uma data para estreitar e fortalecer os laços familiares e cultivar o respeito por aquele que nos deu a vida, seja por meio de um abraço fraterno ou de um presente, ofertado ao ente imprescindível na vida de uma criança; a esta pessoa que formará sua personalidade e a acompanhará ao longo de toda sua vida.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

GUAJARÁ: A FORÇA DA CULTURA POPULAR



Porta-estandarte do boi Malhadinho

Quando todos os ventos parecem só soprarem contrário; quando tudo parece conspirar, impiedosamente, contra a arte, o mestre e o artista simples, eis que ela ressurge forte, exuberante e espetacular, desfraldando a identidade cultural e o jeito de ser do povo ribeirinho amazônico “destas paragens de um poente”. É a força da cultura popular, resistente às investidas tirânicas de fundamentalistas, de preconceituosas, de reacionárias e retardatárias, que se contrapõe à cultura do povo, na condição de desumanos muros do apartheid sociocultural,  alguns erigidos, inclusive, por autoridades e instituições do próprio setor público.


Sinhazinha e seu querido boi Malhadinho
Neste final de semana, quem circulou pelos bairros da Pérola do Mamoré, berço de monumentais manifestações da cultura do povo, pôde constatar que não é bem como desejam alguns impiedosos déspotas portadores do cruel discurso estético das elites, que olham a cultura popular como a plástica de desocupados, de bandidos, de bêbados e incultos. O folclore – a vitrine estética da gente simples – neste final de semana deu o ar de sua graça, ocupando com frondosa e poética plástica, o que é seu por direito nato: as ruas da cidade.

Artistas, artesãos, brincantes, batuqueiros, diretores e moradores do Bairro Santo Antônio, amantes das cores azul e branca, tomaram a via pública para celebrar o aniversário do Boi-Bumbá Malhadinho de Guajará-Mirim, que aconteceu no último 1º de agosto, evento no qual se apresentaram os principais itens, o corpo de baile - que exibiu muita dança e alegria - e, é claro, a própria e magistral alegoria do bumbá. O Malhadinho foi fundado em 1986, pelo mestre em cultura popular e folclorista Leonilso Muniz de Souza (o Léo).

Arraial "Matutos da Invasão", Bairro Sta. Luzia
Dia 2 de agosto, sábado, no Bairro Santa Luzia aconteceu a 4ª edição do Arraial dos “Matutos da Invasão”, organizado pela comunidade local e coordenado pela senhora Flávia Politi da Silva. O Arraial dos “Matutos da Invasão” – referência à ocupação popular da região – é uma verdadeira mostra da força e da cultura do povo perolense, certame no qual se reafirma a identidade e a plástica do povo, por meio das danças, das indumentárias, das comidas típicas e das músicas. O arraial do bairro e da gente do Santa Luzia é uma genuína e poderosa galeria de arte e de cultura popular em Guajará-Mirim. Indispensável instrumento de perpetuação dos traços identitários do povo brasileiro. Viva a imortalidade da cultura popular!
Arraial "Matutos da Invasão" - Pescaria

O FESTIVAL FOLCLÓRICO DE GUAJARÁ-MIRIM: A CELEBRAÇÃO DA NOSSA IDENTIDADE CULTURAL

Imagem colhida na internet (https://rondonia.ro.gov.br/) O Festival Folclórico de Guajará-Mirim, conhecido como Duelo na Fronteira, é muito ...