terça-feira, 11 de março de 2014

A CULTURA POPULAR E O IMPÉRIO DA HIPOCRISIA



Ernande Segismundo (*)

Ernande Segismundo e sua esposa Luciana
Como é sabido de todos Porto Velho foi a única cidade do mundo onde o Carnaval foi formalmente proibido por ato do Executivo Municipal e ainda por uma Ação Civil Pública promovida por um grupo de promotores de justiça contra a Prefeitura Municipal de Porto Velho e todos os Blocos Carnavalescos e Empresas Promotoras de Eventos. 

A postura do Prefeito Municipal neste episódio foi motivada por relatos da Defesa Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros dando conta de inevitável dilúvio no período de Carnaval que redundaria numa catastrófica hecatombe na Capital do Estado, situação evidentemente incompatível com brincadeiras de carnaval e que, ao final, não se confirmou visto que entre sexta-feira, 28 de fevereiro e 04 de março, terça-feira gorda de carnaval, praticamente não choveu na região de Porto Velho e nada foi alterado em relação às enchentes do Madeira.

Na reunião do Gabinete de Gestão Integrada que atua em casos de crises, que ocorreu no dia 25.02.2014 na Secretaria de Segurança Pública para tratar da suspensão do Carnaval, todas as Forças Públicas diziam que estariam com a totalidade de seus efetivos envolvidos no apoio às vítimas das enchentes e ante tal situação não poderiam dar suporte às festividades momescas, motivo pelo qual, de fato, os folguedos deveriam ser suspensos.
No dia 26.02.2014 o Ministério Público do Estado entrou com Ação Civil Púbica contra os Blocos de Carnaval requerendo Liminar para que o Poder Judiciário proibisse todos os blocos de desfilar nas ruas, bem como fosse igualmente proibido qualquer aglomeração de pessoas no período de Carnaval em Porto Velho, o que equivaleria á decretação do ‘Estado de Sítio’ previsto nos artigos 137, 138 e 139 da Constituição Federal e de competência exclusiva do Presidente da República.

A catastrófica hecatombe apocalíptica anunciada pelo Prefeito, pela PM, pelo Corpo de Bombeiro e, sobretudo, pelo Ministério Público não aconteceu. Pelo contrário, vivemos no período de Carnaval uma tranquila estiagem. As pessoas desabrigadas pelas águas já estavam todas agasalhadas em casas de parentes – como minha irmã que mora no Bairro Nacional e o sambista e carnavalesco Cristóvão que também se abrigou na casa de parentes – ou nos locais disponibilizados pelo Poder Público.

Bloco Pirarucu do Madeira
Não houve, assim, no período carnavalesco nenhuma ação massiva das Forças Públicas de remoção e salvamento de pessoas desabrigadas, mas apenas de acompanhamento. 
Aproveito para trazer à tona uma informação que vai na contramão do argumento terrorista de que o carnaval aumenta consideravelmente os índices de violência.

Segundo, dados oficiais, nos sete dias em que houve carnaval em 2013 foram registradas 790 ocorrências. Esse ano, em que o carnaval popular foi suspenso registraram 632. Vale destacar, que o crime de lesão corporal dolosa, mais comum no período momesco, saltou de 85 para 103.

Toda essa celeuma em torno do Carnaval de Porto Velho, sobretudo a sua curiosíssima suspensão na verdade não se deu em razão de cheias ou desabrigados, mas sim em razão de um clima de latente e preocupante radicalismo em nossa sociedade com traços de fundamentalismo e intolerância de algumas pessoas com o comportamento ou a vida de outros, a ponto de não se aceitar o outro como o outro é, do jeito que o outro se comporta, pelo simples fato de ser diferente e, portanto, inferior, como se a única visão correta do mundo e das coisas fosse aquela que se julga a correta

Essa perigosíssima intransigência alimenta a ideia de que aquilo que não serve ao meu conceito de vida, não serve a mais ninguém e por isto mesmo merece e deve ser combatida com todas as armas que se dispõe nas mãos e se a pessoa, por alguma razão, ocupa algum cargo ou posição relevante na sociedade, vale utilizar todas as prerrogativas desse cargo ou dessa posição social para o combate àquilo que julgamos incorreto por razões éticas, morais ou religiosas

Banda do Vai Quem Quer
É precisamente essa tosca e ignara mentalidade que leva a um ódio desinformado, raivoso e agressivo que orienta a atuação de alguns promotores de justiça da nossa Capital, cujo desempenho profissional e institucional se arrima não no ordenamento jurídico brasileiro, mas em convicções e preceitos éticos, religiosos ou morais que geram uma leitura confusa e estrábica da ordem jurídica brasileira com o firme propósito de enquadrar grupos sociais em conceitos esquemáticos e doutrinários.

Foi assim, com essa concepção vesga e rude do mundo que membros do Ministério Público da Capital combateram ferozmente eventos populares de massa desde há alguns anos como a ‘Cavalgada’, a ‘Expovel’, o Festival Cultural ‘Flor do Maracujá’ e, finalmente o ‘Carnaval Popular’ em nome da falsa defesa da coletividade expressada em direitos difusos e coletivos e de bens juridicamente tutelados.

Por tudo isto, o Ministério Público vem prestando indiscutível desservido à nossa comunidade, contribuindo enormemente para desarticular, desmontar e apagar toda a nossa memória cultural por razões jurídicas mediadas pela ignorância e pelo preconceito, vez que negar o contorno estético e o conteúdo cultural do ‘Boi-Bumbá’, das ‘Quadrilhas’, assim como dos ‘Folguedos de Carnaval’ e ‘Escolas de Samba’ que ocorrem há tempos imemoriais em Porto Velho é agredir a nossa comunidade do modo mais patogênico e virulento, muitas vezes, repito, sob a lente de preceitos religiosos.

A Constituição Federal prevê no seu artigo 127 que cabe ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Desfile das escolas de samba de Porto Velho
No art. 129 a Constituição Federal estabelece que são funções institucionais do Ministério Público, dentre outras, zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia, promovendo o inquérito civil e a ação civil pública para proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. 

Sucede que a mesma Constituição Federal dispõe em seu artigo 215 que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. Como se não bastasse, a Constituição Federal dispõe ainda em seu artigo 216 que constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem as formas de expressão e os modos de criar, fazer e viver. 

Indiscutível portanto que nossas manifestações lúdicas e culturais como a ‘Cavalgada’, a ‘Expovel’, o ‘Flor do Maracujá’, a ‘Banda do Vai Quem Quer’ e o nosso carnaval como um todo, do modo como expressamos, fazemos e vivemos, por mais que pareçam para alguns membros do Ministério Público, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura Municipal de Porto Velho como práticas sociais inferiores, é nossa expressão simbólica coletiva e se acha rigorosamente protegida pela Magna Carta Política da República. 

Deste modo, ignorar esta realidade jurídica é militar contra os preceitos fundamentais da nossa Constituição e quando o Ministério Público nos ataca de modo preconceituoso, cruel, sistemático e seletivo ele está atuando contra a Constituição Federal e isto tem limite, pois a ação civil pública proposta por seis promotores de justiça para criminalizar o Carnaval de Porto Velho em nome de mera hipocrisia preconceituosa constitui provavelmente o capítulo mais melancólico e vergonhoso da história da Instituição. 

Que fique categoricamente claro. Nós que militamos nos diversos movimentos e entidades culturais de Porto Velho não aceitaremos daqui em diante ser tutelados por membros do Ministério Público em coisa alguma. Pois quem tutela a cultura popular do nosso País em todas as suas expressões míticas, simbólicas e comportamentais é a Carta Magna da República e não preconceitos intolerantes e xenófobos encastelados na burocracia estatal.

Ernande Segismundo
Contudo, nosso respeito e admiração pela Instituição Ministerial seguem hígidos, uma vez que nem todos os membros da Instituição compactuam com o obscurantismo de alguns de seus membros. Prova disso é que quando sua independência foi ameaçada e encurralada pela PEC 37 fomos para as ruas defender a Instituição. Eu, meus filhos e minha esposa, por exemplo, estivemos em diversas manifestações públicas quando o movimento ainda era insipiente e logramos êxito naquela luta.

Esperamos, por isto mesmo, uma instituição que defenda a sociedade brasileira com todas as suas nuances e diferenças e não uma instituição que se apresente como ‘capitão do mato’ a perseguir a cultural popular da nossa Terra.

(*) Ernande Segismundo é advogado, dirigente de Carnaval e agitador cultural de Porto Velho.

CONSTRUINDO SAÍDAS ALÉM DA 421


Por Fábio Casara (*)

Fonte img: http://www.a-rondonia.net/diretorio/index.php?cat_id=653
Já passou muito tempo e durante todo esse período a população da região de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, porque não dizer, de toda a mesorregião Madeira-Guaporé, já que a trajetória histórica foi a mesma, ficou inerte frente a uma política institucional que impôs, para a região, um papel de área de compensação ambiental para a mesorregião Leste Rondoniense, entende-se, o eixo da BR-364, que é considerado o mais desenvolvido do Estado. Porém, esquecem que a região foi, um dia, de extrema relevância para a história do Brasil e do mundo. Para os mais desavisados, a construção do Forte Príncipe da Beira, no século XVIII, por ordem do Marquês de Pombal, símbolo o fim ao Tratado de Tordesilhas, de 1494, e o início de uma nova ordem geopolítica pela assinatura, entre os reis de Portugal e Espanha, do Tratado de Madrid, de 1750. O que isso representou? Simplesmente representou a anexação de quase a totalidade da Amazônia ao domínio português e nossa região foi palco desse importante acontecimento histórico. Com a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), mais uma vez seríamos personagens centrais desse episódio de extrema relevância para o Brasil e para o mundo. Como todos sabem, a assinatura do Tratado de Petrópolis, de 1903, permitiu a anexação do território do Acre aos domínios do Brasil e, com esse ato, se definiu as bases territoriais do país. Portanto, a região do Madeira-Guaporé esteve diretamente ligada aos importantes acontecimentos que ajudaram no desenho político institucional do Brasil e de Rondônia. Com a economia da borracha, a região ganhou importância geopolítica e com o seu fim, viu-se esse poder sendo transferido para a BR-364, apoiada na economia agropecuária.

Fonte img. http: //www.gentedeopiniao.com.br/fotos/image/5BEC.jpg
A década de 1970 representou o início dos grandes movimentos ambientais no mundo. Em Rondônia não seria diferente. Assim, com a pressão, inclusive internacional, os olhos do mundo passaram a enxergar as grandes obras de infraestrutura em andamento no Território, naquela época, como ameaça aos princípios que se convencionou chamar de “desenvolvimento sustentável”, ou seja, a BR-364. Coincidentemente, tal período correspondeu à desativação definitiva da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. É exatamente aqui que começa a nossa cruz. Sob o enfoque do desenvolvimento sustentável, políticas foram instituídas na região com vistas a minimizar a pressão internacional, principalmente a respeito da rodovia federal em vias de construção. Embora os técnicos do antigo PLANAFLORO venham argumentar a questão da pobreza dos solos como principal fator, o fato é que grande parte das unidades de conservação e terras indígenas em Rondônia passaram a ser institucionalizadas em Guajará-Mirim e região, levando, no caso desse município, a representar, aproximadamente, 92% de toda a sua extensão territorial que, por sinal, é gigantesca. É Lei. A regra foi posta. Cumpra-se. Mas, nesse processo, esqueceram que a lógica do desenvolvimento sustentável não é só o econômico ou o ambiental ou o social, de forma isolada. Quando se olha Rondônia como uma pizza interia, talvez alguns possam até concordar que há um processo de desenvolvimento sustentável em curso, já que o Estado se desenvolve e também preserva. Todavia, quando o olhar se concentra em nível local, percebe-se que há uma verdadeira desigualdade regional reinante no Estado, o que coloca em risco o desenvolvimento sustentável em Rondônia. Assim, é possível verificar que o desenvolvimento fica restrito à mesorregião Leste Rondoniense (BR-364) enquanto o ambiental se concentra na mesorregião Madeira-Guaporé. Desse modo, enquanto no primeiro, o aspecto econômico é forte, por outro lado, o aspecto ambiental carece de apoio. Da mesma forma que, no caso do segundo, onde o aspecto ambiental é forte, porém, com um bolsão de pobreza incrustado no seio da sociedade, por falta de alternativas econômicas. Podemos falar de desenvolvimento sustentável nesse formato? Enquanto não se entender que o processo se dá em nível local, não se conseguirá sair dessa situação calamitosa. E como a história molda a sociedade e esta molda a política e a política reproduz a trajetória de modo que todos a permaneçamos nela, é preciso que a sociedade reaja de forma concreta. Sem o capital social fortalecido internamente não conseguiremos construir uma base solidificada para que, num só coro, se entoe aquilo que é importante para o desenvolvimento da região. Contudo, não é qualquer desenvolvimento que interessa à região, já que detemos grande parte das áreas legalmente protegidas do Estado.

Ramais alternativos entre os Distritos de União Bandeirantes e Nova Dimensão
A questão da BR-421 é importante, pois representa uma saída para o isolamento, principalmente nesse momento de crise em decorrência das enchentes, fato que ocorre de tempos em tempos. É preciso uma solução definitiva para que não venhamos a sofrer novamente com esse episódio em 2024, 2034... Mas, pergunto a toda sociedade, é só isso? Queremos só isso? O isolamento se dá somente pela estrada? Precisamos sair do isolamento institucional também. Não queremos que nos tratem como pedintes, como mendigos, como coitadinhos. A sociedade também precisa ter postura digna e carregar esse sentimento no sangue, temos que reagir. Sozinhos, não somos nada. Vivemos todo esse tempo de forma isolada e veja onde estamos hoje. Muitos, a princípio, de forma acalorada, vão colocar logo culpa em políticos de fora, como se os de dentro fosse imune a críticas.  E, nós, não temos culpa? A sociedade sabe concretamente o que quer? Sabemos que modelo de desenvolvimento seguir? Isso é política. A política está em tudo. Muitos, talvez, confundam política com politicagem. Não é isso. Quando deixamos de participar de reuniões importantes, quando nos omitimos desse papel, sempre haverá alguém ou um pequeno grupo que irá se apropriar desse espaço e, em nome da coletividade, irá impor suas vontades. A Democracia tem disso.

Escassez de combustível em Guajará-Mirim, foto Ariel Argobe
As sociedades que acordaram para a importância das ações coletivas, em aspectos como confiança, governança e solidariedade, são fortes, o desenvolvimento acontece com mais força. O contrário também é verdadeiro. Então, não adianta achar um culpado, se o maior culpado somos nós mesmos. De que adianta vir um Ministro, um Presidente, um Senador, um Deputado Federal se nós, como coletividade, demonstramos sempre conflitos de interesse internos? Os encaminhamentos não podem ser feitos exclusivamente por instituições isoladas. Infelizmente, nossa sociedade é individualista e como as organizações são ocupadas por pessoas, tendem, também, as mesmas, a se comportarem como tal. Todos nós precisamos entender que o capital social é o motor da economia, não o contrário. O problema de Guajará-Mirim, em especial, não é econômico, é social. Pois o econômico é consequência do social. O que vivemos atualmente é reflexo de nosso poder social. A culpa não é de político A, B ou C. É nossa. O que procuro nesse momento de crise é alertar para importância da união. Não só nesse momento em que estamos vivendo, mas que esse fenômeno das enchentes sirva para mostrar a todos que temos que nos unir sempre.

Queremos participar do processo de desenvolvimento do Estado e do Brasil. Não queremos esmolas. Simplesmente, o nosso processo de desenvolvimento tem que estar embasado no contexto do desenvolvimento sustentável, portanto, é preciso fortalecer as instituições em nível local. Precisamos ver em nossa região, a presença física da EMBRAPA, da CEPLAC, do INPA, do MUSEU GOELDI, da ANA, da SETUR, etc... O que não queremos é cometer os mesmos erros cometidos no passado em razão do progresso a qualquer custo. É inadmissível, em uma região com grandes áreas preservadas, como a nossa, não se observar a presença de instituições ligadas à ciência e tecnologia. Acorde sociedade! A BR-421 é apenas o primeiro passo em busca dessa união. Ela não se esgota em si mesma.


Manifestação SOS Guajará, em 7 de março de 2014
Precisamos discutir o nosso modelo de desenvolvimento, seja pela via da política pública de fortalecimento da área de livre comércio, seja pelo setor agropecuário voltado para a produção orgânica, seja pelo turismo/ecoturismo, ou mesmo pelas atividades de aquicultura e piscicultura, dos polos de confecção, do extrativismo, de agroindústrias, do mercado de carbono, do manejo florestal, etc, ou até mesmo pela combinação entre elas. Talvez o problema esteja localizado exatamente nesse ponto, pois algumas lideranças locais as enxergam como atividades concorrentes, o que é um erro considerável. Além disso, é importante lembrar que o problema da Amazônia foi sempre apostar numa única fonte de renda. Não somos mais os maiores produtores de borracha. Hoje, no Brasil, é São Paulo que detém esse mercado, apesar da seringueira ser originária da Amazônia. E o pior, estamos agora em vias de perder o Açaí também. Isso é ciência e tecnologia. Como explicar que o Uruguai exporta seis vezes mais leite que o Brasil com uma área bem inferior a nossa? Precisamos evoluir tecnologicamente. Não queremos que as instituições olhem somente para o problema já consumado, com medidas de recuperação de áreas degradas. E as regiões, com alta preservação, deveremos todos aguardar para que também as tornem degradadas para assim agirem, visando recuperá-las?  Por que não ser a região modelo em desenvolvimento sustentável para o mundo? Por que não ser a experiência que deu certo em projetos de desenvolvimento regional onde “desenvolvimento” e “conservação” se combinam e se misturam, contrariando a lógica atual em que ambas são vistas como “água” e “óleo”?

Manifestação SOS Guajará, em 7 de março de 2014
Já demonstramos nossa importância para o Brasil como palco da consolidação territorial do país, agora queremos ser palco de uma ação que ajude o mundo a compreender que o desenvolvimento sustentável é possível. Se todos acreditarem nisso, se todos os encaminhamos feitos pelas instituições locais forem consolidando isso, conseguiremos, enfim, trazer para a região políticas públicas nessa direção. É importante esclarecer, ainda, que as políticas públicas nascem do seio social, das demandas sociais e da governança local e não de grupinhos isolados. Temos que romper essa barreira. Só com o capital social fortalecido poderemos sonhar com dias melhores. E isso depende somente de nós. Cada um de nós. Que tal tomar a decisão hoje? Exerça a cidadania. Ela tem poder. Porém, só tem efeito se for aclamada em conjunto. Nossas ações de hoje se refletirão no futuro de nossos filhos. Somos responsáveis, hoje, pelo o amanhã. O futuro somos nós que construímos no dia-a-dia. Faça parte dessa história. 

*Fábio Robson Casara Cavalcante é Engenheiro Agrônomo, Doutor em Desenvolvimento Socioambiental e Professor do Departamento Acadêmico de Ciências Sociais e Ambientais (DACSA) do Campus da UNIR de Guajará-Mirim.

UNIR DE GUAJARÁ REALIZA COLAÇÃO DE GRAU EM LETRAS



Na tarde desta terça-feira, 11, a Secretaria Acadêmica do Campus de Guajará-Mirim da Fundação Universidade Federal de Rondônia, realizou a cerimônia de colação de grau em época especial dos discentes ingressantes nos anos de 2009 e 2010, Curso de Letras.

A Vice-Diretora do Campus de Guajará-Mirim, Professora Dra. Marci Fileti Martins,  representando a Magnífica Reitora da Fundação Universidade Federal de Rondônia, Professora Doutora Maria Berenice Alho da Costa Tourinho, outorgou o Grau de Licenciatura Plena em Letras Português e Respectivas Literatura aos formandos Franciarles Cardoso dos Santos e Helen Batista Galindo.

Também fez parte da cerimônia, que aconteceu no Gabinete da Direção do Campus, e desejou aos formandos pleno êxito em suas novas caminhadas, a Professora Me. Janine Félix da Silva, Vice - Chefe do Departamento Acadêmico Ciências da Linguagem.

quinta-feira, 6 de março de 2014

MANIFESTO GUAJARÁ EM AÇÃO



As entidades, movimentos sociais, cidadãos e cidadãs abaixo firmados, irmanados pelos sadios e legítimos propósitos que inspiram o Movimento GUAJARÁ EM AÇÃO, em defender, intransigentemente, os direitos políticos, sociais, culturais, esportivos e econômicos do Município de Guajará-Mirim, assim como, o bem-estar de sua gente, o voto consciente e responsável, e ainda combater, sem trégua, a impunidade e a corrupção. Reunidos, neste ATO PÚBLICO, sem conotação político-partidária ou religiosa, em defesa da ética e da moralidade na prática política guajaramirense, firmamos a presente DECLARAÇÃO, defendendo solenemente seu compromisso em prol dos interesses da cidade e da cidadania de todos, em especial dos mais necessitados. Comprometemo-nos, assim, em defender:


  1. 1O fortalecimento do Estado Democrático de Direito, razão da existência de uma Pátria que ofereça a seus filhos dignidade, prosperidade, justiça e paz permanentes;
  2. O voto responsável, objetivando promover o desenvolvimento para o bem coletivo da população do município de Guajará-Mirim e da região;
  3. Os preceitos da Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de pessoas já condenadas por um tribunal;
  4. A escolha, com responsabilidade e ética, de nomes idôneos de candidatos, buscando conhecer a história de vida e luta de cada um, bem como, estudando suas ideias e projetos apresentados para o desenvolvimento de nosso Município e Região e, desta feita, eleger políticos comprometidos, preparados e interessados em agir com eficiência para o bem-comum de Guajará-Mirim e de sua gente ordeira; 
  5. A preferência por nomes de candidatos e candidatas da cidade de Guajará-Mirim e de seus distritos, filhos desta terra ou que aqui escolheram morar, e que já desenvolveram ações ou projetos exitosos para o município e em defesa de sua população mais necessitada, também se informando sobre a idoneidade das pessoas que acompanham o candidato ou candidata; 
  6. O acompanhamento, a discussão e a fiscalização das propostas de todos os candidatos, optando por projetos políticos e propostas viáveis, com possibilidades de promover o bem-estar social de nossos munícipes, como também, o desenvolvimento sustentável de Guajará-Mirim e de seus distritos;

O movimento popular GUAJARÁ EM AÇÃO propõe, também, incansavelmente, denunciar e criticar:


  1. 1A prática eleitoreira irresponsável e desvirtuada, utilizada para fins particulares ou para privilegiar grupos ou pessoas;

Campanhas desqualificadas do voto em branco ou nulo, inférteis para construção de uma Guajará-Mirim melhor para todos e todas;
3.    Candidaturas ou político aventureiros, que só desembarcam em nosso município em período de campanha, com promessas enganadoras, ludibriando nossa população e subtraindo criminosamente seu voto, prejudicando o desenvolvimento de Guajará-Mirim e tolhendo a cidadania da população local;
4.    Práticas eleitorais que desejam eleger candidatos, deslealmente, oferecendo favores, vantagens pessoais, empregos e objetos, pois a compra de votos é crime para quem propõe e para quem aceita.

Cidadãos e cidadãs de Guajará-Mirim, o movimento popular GUAJARÁ EM AÇÃO propõe a todos que, neste pleito eleitoral de 2014, elejamos pessoas de bem, filhos desta terra ou aqui radicadas, que professem a virtude da seriedade, do respeito à transparência participação social e que estejam qualificadas para o exercício parlamentar ético e eficaz. Candidaturas estas compromissadas com a plena cidadania de nossa gente e com o desenvolvimento do nosso Município e região. Este Movimento só será grandiosamente vitorioso, a partir da adesão responsável e voluntária de todos, com muito entusiasmo e perseverança. Desta forma teremos um desafio de escolher, com sabedoria, candidaturas que realmente estejam preparados para superar obstáculos que se apresentarão na atividade legislativa.
Para finalizar, reafirmamos que é responsabilidade nossa, do povo, o voto que irá melhorar as vidas de homens, mulheres, idosos, jovens, crianças, brancos, negros, índios, ribeirinhos, ricos e pobres, ao elegermos para atuar na Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia e no Parlamento Federal, gente competente, honesta e comprometida com esta terra, que é nosso berço, ou a terra que escolhemos para vivermos em paz com nossas famílias.


Guajará-Mirim, RO, 14 de fevereiro de 2014.



GUAJARÁ EM AÇÃO
Movimento Popular em Defesa da Cidadania e da Cidade


O FESTIVAL FOLCLÓRICO DE GUAJARÁ-MIRIM: A CELEBRAÇÃO DA NOSSA IDENTIDADE CULTURAL

Imagem colhida na internet (https://rondonia.ro.gov.br/) O Festival Folclórico de Guajará-Mirim, conhecido como Duelo na Fronteira, é muito ...