quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O POLÍTICO, A VAIDADE E A CIDADE



Praça do s Pioneiros (Estação da EFMM)
O ser político – na essência da palavra – é aquele que participa e vive ativamente a polis. Entende a política como uma ciência, uma arte, utilizando-a como meio para se fazer o bem comum, acolhendo os mais vulneráveis, promovendo o desenvolvimento social, econômico e o ambiental sustentável.

A vaidade é um princípio de corrupção (Machado de Assis). A Vaidade: 1 Qualidade do que é vão, inútil, sem solidez nem duração. 2 Fatuidade; ostentação. 3 Sentimento de grande valorização que alguém tem em relação a si próprio. 4 Futilidade (Dicionário Aurélio online).

‘Políticos’ que se enveredarem pelo campo da política, inebriados por projetos pessoais ou de grupos excludentes, que visam tão somente o status e as benesses que o cargo proporciona, além de sinalizarem para perigosa vaidade elevada à potência máxima, denotam também a mais pura e simples corrupção do ser na essência.

Ciclo Via com Duque de Caxias (bumbódromo ao fundo)
O político vaidoso é aquele que, quando eleito, comemora de forma exacerbada, de maneira a iluminar a moldura do seu ser vaidoso – e não a vitória de um projeto político coletivo e para o bem-estar de todos. O político vaidoso celebra a vitória já cercado por bajuladores, na certeza de que venceu na vida. Rojões, festas, cervejadas e churrascadas embalam a vitória do vaidoso.

Um projeto político vaidoso, eleito, não muda realidades, não redistribui riquezas, não eleva o nível da educação, não melhora a qualidade dos serviços em saúde, não transforma para melhor a cidade em que vivemos. Ao contrário, tem a capacidade de piorar tudo e dificultar ainda mais a vida do cidadão, particularmente daquele que mais necessita dos serviços públicos, pois se trata do sucesso de um plano político vaidoso e pessoal, já corrompido na origem.

Dito isto, analisemos os resultados dos projetos políticos vencedores nas urnas nos últimos vinte anos, tanto no poder legislativo quanto no executivo, a partir de observações de nossa urbe tupiniquim dos dias atuais. Olhemos para a realidade de agora da cidade ‘Pérola’ do Mamoré, e comparemos com o passado e com outros municípios bem mais novos que Guajará.

Av. Dr Lewerger
Guajará-Mirim reflete hoje, em todos os aspectos, os efeitos danosos da vitória de inúmeros projetos políticos - quase sempre vaidosos ao extremo -, tanto no campo majoritário (prefeitos), quanto proporcional (vereadores). Visivelmente a cidade regrediu no tempo, retrocedeu, por certo, em razão de projetos políticos pessoais, cravejados pelo sentimento da vaidade egoísta e cega.

Para se perceber a estagnação do progresso local – e nomeio o termo ‘estagnação’ por gostar tanto da cidade e fazer destas poucas linhas uma análise misericordiosa, rechaçando, desta feita, o rótulo ‘involução’ – basta comparar nossa cidade com qualquer município de mesmo porte do eixo da BR 364, e perceber as grandes diferenças, apenas observando o campo urbanístico. É gritante o nosso atraso. Ficamos para trás. Bem distante.

Algumas regiões da cidade parecem que retornaram à Idade Média: lama, buraco, lixo, ruas sem calçamento, sem pavimentação mínima e sem iluminação público no período noturno. É a esculhambação da esculhambação, total, ampla e irrestrita.

Ciclo Via
A cidade não se faz assim, sozinha. Então quem a deixou nestas condições de completo abandono, com serviços públicos municipais ineficientes e insuficientes?

Nas últimas duas décadas passaram pelo Palácio Pérola do Mamoré, a sedo do executivo municipal em Guajará-Mirim, oito prefeitos (entre prefeitos eleitos e vices que assumiram por determinado período), quais sejam: Bader Massud Jorge Badra, de 1997 a 2000 (o Vice-Prefeito Francisco José de Oliveira, o Chico Oliveira, assumiu a Prefeitura durante 90 dias no ano  de 1998); Cláudio Roberto Scollari Pillon, de 2002 a 2004 (o Presidente da Câmara Municipal, Antônio Bento do Nascimento, assumiu a Prefeitura no período de 27/03/2002 a 01/09/2002; em virtude do afastamento do Prefeito Cláudio Pillon, para tratamento de saúde);  Cláudio Roberto Scollari Pillon, de 01/01/2005 a 28/03/2005 (o Prefeito Cláudio Pillon foi afastado por decisão da justiça e em seu lugar assumiu José Mário de Melo em 28/03/2005); José Mário de Melo, 28/03/2005 a 31/12/2008; Atalíbio José Pegorini, de 01/01/2009 a 31/12/2012; Dr. Dúlcio da Silva Mendes, que assumiu a prefeitura em 01/01/2013. Também nestas duas últimas décadas, uma quantidade considerável de vereadores passou pelo poder legislativo municipal; dezenas e dezenas deles.

Depois de 20 anos, após tantas autoridades e de inúmeros projetos políticos que passaram pelos poderes legislativo e executivo de Guajará-Mirim, o resultado é este que qualquer cidadão e eleitor podem conferir ao saírem de casa e andarem pela cidade ou necessitarem de algum serviço público da esfera municipal. É uma lástima.

Nem todos os prefeitos ou vereadores, com toda certeza, chegaram ao Palácio Pérola do Mamoré, ou à câmara de vereadores, sem projeto algum, no que se refere a um plano de governo. Um ou outro desembarcou na prefeitura, ou na câmara municipal, com boas ideias e compromissos com a cidade e seus cidadãos. Caso de exceções raras. Já diz o ditado popular: “uma andorinha só não faz verão”. Logo, pouco fez.

Analisando a cidade, não é difícil constatar que quase todos os projetos políticos vencedores que chegaram ao poder, não passaram de projetos políticos vaidosos; projetos decepcionantes, sem rumo, sem propostas, sem compromissos com o desenvolvimento da economia local, com o bem-estar social da população e a sustentabilidade ambiental da região. Compromisso nenhum com a cidade e nem com sua gente.

Em 2016 teremos nova eleição e precisamos pensar bem, refletir bastante na escolha dos nomes. Nenhum vereador ou prefeito cai da lua ou de marte, já diplomado, na câmara de vereadores ou na prefeitura. São eleitos pelo povo, pelo contribuinte, pelo eleitor. Políticos competentes ou incompetentes, honestos ou desonestos, educados, polidos, grosseiros ou almofadinhas melindradas, todos, sem exceções, somos nós que os elegemos e os reelegemos (talvez por odiarmos tanto nossa cidade e nossa própria história).

Já passa da hora de se escolher políticos na verdadeira acepção da palavra: um ser político apropriado, sem vaidade, com capacidade e envergadura política que abarque a cidade, a população e seus problemas; que entenda política como ciência e arte a serem usadas em favor de todos; que saiba canalizar todas as forças políticas locais para o bem comum, objetivando tirar a cidade do buraco em que se encontra e, assim, reescrever nossa história no executivo municipal e na câmara de vereadores. E que seja essa, uma história de sucesso para o bem de todos.

Será que este ser político existe em Guajará-Mirim? Será que nós, contribuintes e cidadãos existimos enquanto eleitor consciente? Tenho cá minhas dúvidas. Vamos aguardar.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A FESTA DE POOL



Wellígnton Pool

No último sábado, 21, aconteceu a social para festejar o aniversário do amigo Wellígnton Domingo Vazz, carinhosamente, entre amigos, chamado de Pool. A recepção aos amigos aconteceu no Casarão, localizado no Bairro Cristo Rei, em Guajará-Mirim.

A animada festa de natalício teve a participação dos amigos de Pool, em especial os colegas da escola onde estuda e dos companheiros do Boi Flor do Campo, o bumbá da paixão de Wellington. Felicidades ao amigo que nasceu em 29/09/1999 e que, naquele dia, com todo vigor da vida, celebrava o seu 16º ano de nascimento. Parabéns!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

NOVA MAMORÉ REALIZA II CONFERÊNCIA LGBT



A Prefeitura de Nova Mamoré realizou nesta terça-feira, 24, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social, no Auditório do Centro do Idoso, a II Conferência Municipal de Políticas Públicas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTI).

A conferência adotou como lema o tema “Por um Brasil que criminalize a violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais”, e contou com a participação de Raymison Correia da Silva, palestrante e Presidente do Porto Diversidade, coletivo de responsabilidade social que a tua em defesa da população homossexual no lado leste da cidade de Porto Velho; e do Professor Jorge Oliveira do Nascimento, Presidente do Grupo Pérolas, ONG de defesa dos direitos da população LGBTI em Guajará-Mirim.

Dentre as propostas de políticas públicas defendidas pelos conferencistas, notadamente destaca-se duas proposições: a realização de estudos e levantamentos de dados estatísticos tratando da evasão escolar por parte dos estudantes LGBTI, assim como, encaminhamentos de proposição de políticas públicas para manutenção deste segmento social na rede de ensino; e a implantação de políticas públicas continuadas na formação de policiais militares e civis, para abordagem adequada da população LGBTI, em conformidade com Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3.

Para O Vereador Mário Alberto (PV), a partir das discussões da conferência, Nova Mamoré poderá avançar significativamente na pauta dos direitos humanos, particularmente nas garantias dos direitos e respeitos às populações minoritárias, sobretudo se articulando estrategicamente com lideranças e representantes dos movimentos sociais e LGBTI de Guajará-Mirim, para fortalecer a luta e a defesa população desta região de Nova Mamoré e a cidade Pérola do Mamoré.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

GUAJARÁ 2016: A LÓGICA ILÓGICA DA ‘COSTURA’ POLÍTICA



Já se avizinha o ano de 2016, ocasião em que ocorrerão as eleições municipais, na qual serão eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em todo o Brasil. Em Guajará-Mirim, a julgar pelas notícias veiculadas na mídia local, é quase certo que as primeiras alianças partidárias começam a ser ‘costuradas’ nos bastidores do poder.

Na minha modesta experiência política, as alianças ou acordos políticos pressupõem convergências de interesses entre pessoas, grupos e organizações partidárias. É uma prática comum no processo eleitoral brasileiro.

No dia 15 de novembro passado, a imprensa local repercutiu a pré-candidatura do vereador licenciado Sérgio Bouez (PSB), para concorrer ao cargo máximo do Executivo Municipal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). A decisão pelo nome do atual chefe de Gabinete do Prefeito Dúlcio Mendes (PT) foi anunciada dia 12 do corrente, em reunião de militantes e lideranças do PSB, ocorrida no Gabinete do vereador Maurício Dibas (PSB).

O hoje Vereador Maurício Dibas (PSB) assumiu assento no legislativo da Pérola do Mamoré em 9 de abril de 2014, ocupando vaga em razão do titular da cadeira, Vereador Sérgio Bouez, ter sido catapultado para exercer função de estrita confiança do atual Prefeito Dr. Dúlcio Mendes, que passou a responder pela Chefia de Gabinete do Palácio Pérola do Mamoré, desde 9 de abril de 2014.

O sonho (legítimo) acalentado pelo Professor Maurício (Dibas) Oliveira - de um dia eleger-se vereador - nunca foi segredo pra ninguém. No último pleito Dibas viu seu sonho quase concretizado. Chegou bem perto, cravando 484 votos nas eleições de 2012. Os votos conquistados por Dibas não foram suficiente para elegê-lo, mas lhes garantiram a posição de primeiro suplente do PSB.

Maurício Dibas não desistiu dos sonhos. Foi então que começou uma peregrinação pelos corredores e gabinetes da Câmara de Vereadores e pelo Palácio Perola do Mamoré. Após meses de conversas ao pé do ouvido de autoridades do legislativo e executivo, Dibas atingiu seu intento e conquistou a tão desejada cadeira de vereador, com a saída de Sérgio Bouez, um arranjo político sacramentado pelo Prefeito Dúlcio Mendes.

Sérgio Bouez ainda permanece exercendo função de ‘confiança’ de Chefia de Gabinete do Prefeito Dúlcio Mendes (PT), mesmo já tendo anunciado suas pretensões de ocupar o lugar do petista Dr. Dúlcio Mendes, seu chefe mor que, na lógica, é candidato natural à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (ou não?).

Instala-se aqui a perplexidade da maioria dos filiados e militantes do Partido dos Trabalhadores de Guajará-Mirim, agora as voltas com centenas de indagações fervendo no quengo vermelho: qual a lógica do Gabinete do Prefeito Dúlcio Mendes? Há lógica no Gabinete do Prefeito Dúlcio Mendes? Ele é ou não candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores? Dúlcio Mendes irá para disputa em 2016 concorrendo também com o seu próprio gabinete? Bouez está, espertamente – como velha raposa política que é – apenas cacifando o próprio nome para conchavos mais a adiante, quem sabe até mesmo pensando na posição de vice de Dúlcio?

Neste atual cenário e conjuntura política da República Perolense, nos são permitidas duas únicas e lógicas conclusões: o Prefeito Dr. Dúlcio Mendes é marido traído em sua própria alcova. Traído duplamente, vez que o Vereador Dibas só está no cargo em razão da costura política benzida pelo atual prefeito. Como vimos, conforme reportagem acima citada, foi a partir do Gabinete do próprio vereador Dibas que o projeto do PSB deu largada pomposa, qual seja: eleger prefeito o Vereador licenciado Sérgio Bouez (PSB), atual Chefe de Gabinete do Prefeito Dúlcio Mendes (PT).

Se não é traição articulada por seus colaboradores de ‘confiança’ instalados ao lado de seu próprio gabinete, então nos resta uma segunda conclusão: o pérfido é Dúlcio. Quem cala consente, concorda, converge, assina embaixo, afinal, o Gabinete do prefeito não emitiu uma única linha sobre o lançamento da pré-candidatura de Sérgio Bouez (PSB), que decola de dentro do gabinete do prefeito. Neste caso, então, traída é a militância petista em Guajará-Mirim. Será?!

Só nos resta aguardar, pois ainda estamos nos primeiros passos para corrida eleitoral de 2016 e muitas águas passarão por baixo da ponte e, ao final de tudo, pode-se concluir que há alguma lógica na articulação política de Sérgio Bouez e no ilógico silêncio do Prefeito Dúlcio Mendes (PT). Quem viver verá.

O FESTIVAL FOLCLÓRICO DE GUAJARÁ-MIRIM: A CELEBRAÇÃO DA NOSSA IDENTIDADE CULTURAL

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