sexta-feira, 13 de agosto de 2010

PAPO DE UNIVERSITÁRIOS

Costumeiramente, no meio da manhã, a companheira e colega de trabalho Cristiane Anastassioy me convida para fazer uma ‘boquinha’ rápida na lanchonete localizada no bloco de Psicologia da Universidade Federal de Rondônia, campus de Porto Velho. É o momento de costurar conversas de bastidores, das mais variadas fontes e envergadura.

Ontem, dia 11 de agosto de 2010, mais ou menos no mesmo horário, repetimos o ritual. Caminhamos até a lanchonete enquanto conversávamos despretensiosamente. Lá chegando, fizemos nosso pedido. Procuramos uma mesa e nos acomodamos. E a conversa fluía, descontraída, enquanto degustávamos os quitutes solicitados para o desjejum matinal.

Do outro lado do ambiente, três ou quatro mesas depois, um grupo com cerca de dez alunos conversava. Falavam alto, sem se incomodar com as pessoas em volta. Discutiam sobre a sucessão no executivo estadual, conjecturando sobre o nome que irá ocupar o Palácio Getúlio Vargas a partir de primeiro de janeiro de 2011.

Para saúde da democracia no país e a consolidação do Estado verdadeiramente democrático, nada mais salutar assistir jovens universitários debaterem acerca do processo sucessório eleitoral.

No calor da conversa, repentinamente é largada no ar uma frase. Mais que uma frase, um jeito de se colocar no mundo. Melhor dizendo, um posicionamento ideológico, certamente à direita. Ou será uma analfabeta política? Uma aluna, muito falante e que parecia dominar o grupo, declara: “se quarenta por cento da população do Estado de Rondônia vai votar no Expedito Júnior, não serei eu quem vai deixar de votar nele (o Expedito)!”

Um silêncio mórbido pairou no ambiente. Todos nós (eu e Cris do lado de cá do ambiente e o grupo de alunos lá do outro lado) congelamos no mesmo instante. Um filme passou por minha mente, ali mesmo: o papel da instituição superior de ensino e pesquisa onde trabalhamos; o perfil da cidadania e caráter dos jovens estudantes que tiveram acesso a esta instituição pública (provavelmente alunos ou da medicina, ou da psicologia ou da enfermagem, são os que circulam naquele bloco); a qualidade dos profissionais que anualmente saem formados por esta UNIR; nível de compromisso e quadro de professores da instituição; tudo, enfim, passou muito rapidamente pela minha cabeça.

Peças publicitárias têm invadido a mídia nacional, abordando os mais variados temas que possibilitem despertar no cidadão a importância do voto consciente, o conseqüente fortalecimento da democracia e o real avanço para uma qualidade de vida mais digna; alerta para necessidade de se escolher bons nomes na hora de decidir o voto, afinal serão eles, os eleitos, quem decidirão os rumos e conduzirão as políticas públicas para saúde, educação, habitação, meio ambiente, cultura, agricultura e para todos os demais temas onde atua o Estado; decidirão sobre direitos humanos e cidadania para negros, índios, periférico, jovens, crianças, idosos, mulheres, portadores de necessidades especiais e populações quilombolas, tradicionais e LGBT, sem teto e sem terra e tantos outros brasileiros historicamente excluídos.

Tinha plena convicção que já fazia parte de nosso passado o voto no candidato que vai ganhar. Acreditava que esta conduta estava morta e enterrada, em avançado estado de putrefação. Tinha certeza que jazia em campo amorfo, o voto frívolo, alienado e inconsciente do eleitor sem compromisso com um mundo melhor. Que já se encontrava varrido do mapa aquele contribuinte que não faz reflexão sobre o currículo do candidato e suas propostas de governo.

Estava ali, diante de mim, aquela bela jovem, universitária, alegre, dinâmica e persuasiva, pronunciando aquela frase arauto da mais ampla e irrestrita imoralidade e, sem sobra de dúvidas, nociva às democracias que buscam se firmarem sérias e maduras. Uma fala que, de onde vejo, é a confirmação da exigência de um anjo mal que atravanca o avanço da cidadania, ardilosamente apregoando orgulhoso e sem o mínimo pudor, seu voto para um candidato sabidamente corrupto, cassado e impedido de registrar candidatura.

Só uma eleitora portadora de um coração com máculas, sem sonhos possíveis e caráter que habita a sombra da dúvida votará em um candidato portador de um histórico recheado de vícios, argumentando que o mesmo aparece em pesquisa eleitoral ocupando o topo de um gráfico que anuncia intenções de votos. Um candidato corrupto também produz pesquisas corrompidas, pensando naqueles eleitores que só votam em nomes que aparecem na dianteira das pesquisas eleitorais.

Um aluno contestou, para meu alívio. Pensei, nem tudo está perdido! Naquele protesto consegui vislumbrar uma luz no final do túnel, no momento do fecho da discussão dos acadêmicos. A conversa encerrou com outra frase igualmente interessante (nem tão politicamente correta), dita por outro aluno que discordava da forma de escolha da eleitora de Expedito Júnior.

“Votar de graça em um candidato corrupto que teve seu mandato cassado por comprar o voto do eleitor, pra mim é burrice.”

Resumo da ópera: das duas frases pronunciadas já não sei mais qual é a pior. E, sobre o ponto incandescente que vi no final do túnel, acredito que é apenas uma lâmpada queimada!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A NOVA FESEC

* Por: Altair Santos (Tatá)



Em meio ao frisson da hora, o pleito eleitoral do dia 3 de outubro, a Federação das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas – FESEC fez a sua eleição no último sábado e elegeu o professor e artista plástico Ariel Argobe, o novo Presidente. Para fechar consenso sobre o nome do eleito, as escolas tiveram que sentar à mesa e promover um debate sobre a instituição, a sua realidade e os seus rumos. O Ariel também é do ramo. É carnavalesco e traz na sua linha de conduta o forte interesse em promover o trabalho das escolas para além da simples apresentação na passarela do samba. Entendemos também que assim deve ser. Entretanto, para cumprir metas e objetivos à frente da instituição, a nova diretoria precisa mergulhar nas águas da re-engenharia e discutir, repensar, projetar e atualizar a FESEC. Escola de samba deve e merece espraiar o seu raio de atuação para horizontes além do asfalto da avenida ao som da bateria e sob o brilho das fantasias para exibir o seu lume noutros campos, contextualizando melhor a sua existência. É a vida e seu dinamismo. Ela (a escola de samba) deve trabalhar a sua inserção no contexto comunitário e lá, no seu espaço, promover ações que animem crianças, jovens e adultos, conquistando-os à participação. Faz-se o ponto, criar-se a identidade. Isso é interatividade. Não mais cabe no processo cotidiano da efervescente e acelerada Porto Velho de hoje, Escolas de Samba nômades de si mesmas, ou seja: desfilam na avenida e residem onde mesmo? Um exemplo disso é a atual bicampeã do carnaval local, a Diplomatas do Samba que, do alto dos seus 50 anos de existência, muitos títulos e glórias, ainda não têm residência fixa. Talvez nenhuma das nossas agremiações de carnaval tenha concorrido no Edital dos Pontos de Cultura do Governo Federal que recentemente contemplou grupos folclóricos e de teatro, dentre outros, em todo o estado. Nada pejorativo mas, algumas escolas, ainda estão sediadas na residência ou nas pastas dos seus próprios presidentes e diretores. Os novos enunciados culturais nacionais que advém dos órgãos de cultura (MINC e seus tentáculos), associam a linha da produção cultural ao campo da inclusão social, da valorização das comunidades e da mão-de-obra lá existente, fortalecendo a economia da cultura, re-paginando e qualificando a produção artística e versando em favor do dueto cidadão/cidadania. Escola de samba antes de ser braço social é berço. De lá, convém, entoar novos cânticos de enredo para a remodelação da FESEC e suas afiliadas pelas vias de novos e audazes projetos. As escolas de samba têm história e seus currículos lhes credenciam a alçar novos vôos. O inquieto Ariel que conhecemos haverá sim de discutir com seus pares de diretoria, os novos traços fisionômicos e jurídicos para o carnaval local primando pelos contidos da autogestão, encampando uma política de ação onde, o repasse de recuso público para as agremiações seja apenas um, dentre os tantos itens de interesse e o velho livro de ouro uma peça a contar o passado cadenciado pelo rufar do surdo e colagem da lantejoula no estandarte. Parabéns e força Ariel.



(*) o autor é Presidente da Fundação Cultural Iaripuna

tatadeportovelho@gmail.com

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

VALVERDE RECEPCIONA O PRESIDENTE LULA EM PORTO VELHO NA SEXTA-FEIRA, DIA 13

Encontro do Partido: Valverde, Ednart e Ariel
O Presidente Lula deverá chegar em Porto Velho na sexta-feira, por volta de meio dia, e ficará toda a tarde na Capital Rondoniense, na companhia de Valverde, Fátima Cleide, Roberto Sobrinho e dos petistas rondonienses.

O Presidente Lula, em visita a Porto Velho na próxima sexta-feira, dia 13/08, será recepcionado pelo candidato a governador Eduardo Valverde e pelo candidato a vice, Cleiton Roque, da coligação “Rondônia Melhor Para Todos – PT/PSB”.

Com essa visita a Rondônia, Lula confirma o apoio à candidatura de Valverde ao governo do Estado e de Fátima Cleide à reeleição para o Senado, conforme orientação do próprio Presidente, em reunião que também contou com a participação do prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho.

Quando da definição das candidaturas a governador e a senador, o Presidente Lua disse que a eleição de Eduardo Valverde para o governo de Rondônia é a melhor opção para iniciar no Estado a transformação que já toma conta do país.

“Temos o apoio do companheiro Lula e da companheira Dilma, e temos os melhores projetos para transformar Rondônia em um lugar melhor para todos. Estamos percorrendo todo o Estado e discutindo com a população o nosso plano de governo participativo. Esse encontro que teremos com o Presidente Lula será de grande importância para integrar ainda mais essa parceria”, disse Valverde.

Fonte: http://www.valverde13.com.br/

HABEMUS PRESIDENTE

Eu, no Bloco Mistura Fina, na virada do ano

Informamos aos amigos, conhecidos, colaboradores, produtores culturais, carnavalescos, sambistas, amantes do samba e aos internautas desavisados e distraídos que caem nesta página eletrônica que, desde sábado último, 07 de agosto, estamos respondendo oficialmente pela Federação das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas de Rondônia, uma vez que eu, este blogueiro, e o Presidente da GRES Rádio Farol, Cristovão Bentes, fomos eleitos Presidente e Vice da FESEC, em processo eleitoral convocado segundo Estatuto da Federação, para exercer mandato no triênio 2010, 2011 e 2012.



Para pleno êxito deste projeto, precisamos do apoio de todos os amigos que acreditam na força de nossas escolas de samba, acompanham e confiam na nossa luta pela perpetuação da cultura popular e de nossa memória plástica.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

ELEIÇÕES PARA DIRETORIA DA FESEC


O Senhor Marcel Fabiano, Presidente da Comissão responsável pelo processo eleitoral da Federação das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas de Rondônia, convoca representantes das entidades do samba filiadas à FESEC, a comparecerem na sede da entidade, situada na Rua Nicarágua com Tiradentes, ao lado do Comando Geral da PM, neste sábado, dia 07 de agosto, no período das 09h00min às 12h00min, para participar do pleito que irá eleger a nova Diretoria Executiva que, após eleita e empossada, conduzirá a Federação no triênio 2010, 2011 e 2012.



Segundo informou o Presidente da Comissão Eleitoral, só uma chapa se inscreveu, intitulada de Orgulho do Samba, encabeçada pelo artista plástico e carnavalesco Ariel Argobe – que trás como Vice Cristóvão Bentes, do GRES Rádio Farol.



A chapa única é um consenso firmado em reunião realizada no último dia 03, terça-feira, na residência do carnavalesco Osvaldo Pitaluga, reunindo representantes da Asfaltão (Presidente Makumbinha e membros da Diretoria), São João Batista (Presidente Cibalena e o puxador de samba Banana), Armário Grande (Presidente Cabeleira), Diplomatas do Samba (Cantareli) e o candidato Ariel Argobe.



Após longa conversa e assinatura de um termo de compromisso, assumido por parte do candidato Argobe, o grupo sai unido, em nome do fortalecimento do carnaval de Porto Velho, com o compromisso de se sentarem imediatamente, após a eleição, com o propósito de elaborar o Planejamento Estratégico da FESEC, para os próximos anos e, a curtíssimo prazo, formatar e apresentar as autoridades, o projeto do carnaval de Porto Velho para o ano de 2011.

SÍLVIO SANTOS BRILHA NA ESCURIDÃO

Por Antônio Serpa do Amaral Filho (Basinho)


Apesar da Fundação Iaripuna ter deixado o palco às escuras, por falta de iluminação artística, o show de Sílvio Santos brilhou no escuro da noite como um diamante fosforescente desafiando as trevas da falta de sensibilidade operacional dos nossos gerentes administrativos. A apresentação do incandescente compositor e folclorista Sílvio Santos aconteceu no último circuito do projeto “Ernesto Melo e a Fina do Samba”, apresentado dia 30 de julho, na sexta-feira passada, no Mercado Cultural, no centro histórico de Porto Velho. Em que pese o projeto Fina Flor do Samba ser hoje o maior ponto de encontro de sambistas da capital e ser também a produção cultural que mais divulga uma das maiores obras do prefeito Roberto Sobrinho, o Mercado Cultural, a administração petista insiste em tratar o projeto com a miopia digna dos que têm olhos sãos e não querem enxergar um elefante branco trotando à luz do dia. Sílvio, que não dá bom dia a cavalo, foi providencialmente irônico e, na abertura do seu espetáculo musical, cumprimentou e agradeceu ao Tatá, presidente da Fundação Iaripuna, “o patrocínio da iluminação do show”. A platéia compareceu em massa, curtiu, cantou e dançou, prestigiando a performance do compositor.

Trajando um blazer estiloso, Sílvio inaugurou seu leque repertorial com “Amor de Quatro Dias’, relembrando nostalgicamente, ainda que de passagem, o caso de amor da dupla mais romântica dos velhos carnavais: os clássicos Pierrot e Colombina. E a partir daí seguiu desfiando seu novelo de composições, surpreendendo a quem só o conhecia como amo de boi e jornalista do Diário da Amazônia e maravilhando quem já sabia desse seu potencial. O samba do Cara de Paca, como também é chamado, tem a marca da heterogeneidade, tanto temática quanto estilística. Daí ele ser capaz de encerrar um belíssimo samba-canção e ingressar frenético em meia dúzia de sambas-enredos, depois de ter passeado de sapatinho branco na passarela do samba de breque. Em “Porto, Velho Porto” sua veia memorialista deságua na ilharga de uma suburbana cidadela temperada pelo papo sadio, pequenos senões e uma beleza sem par numa Porto Velho de João Barril que ninguém imaginava que fosse se transformar no que é hoje. Acelerando o andamento e colocando no arranjo um acorde perfeito maior, Zé Katraca, como também é conhecido o compositor, apresentou ao público seu pout porri de marcantes e vitoriosos sambas-enredos, construídos a partir de profundo mergulho na literatura nacional e internacional, na lembrança dos personagens históricos do país, da cidade e do nosso carnaval, como Camões, o poeta genial, e Afonso Henriques, fundador da primeira dinastia (de Borgonha), Marize Castiel, o bairro Caiari, a feira e outros. A canção “Odoiá Bahia”, feita em parceria com Valdemir Pinheiro da Silva, o Bainha, merece registro especial por ter sido a grande vencedora do primeiro Festival de Música Popular Brasileira de Rondônia – o FEMPOBRO. Uma outra pétala clássica do buquê de notas musicais de Sílvio, a lendária “Ceará, Lendas, Rendas e Crenças”, escrita em parceria com Babá e Haroldo, fez o público relembrar e cantar junto uma das mais bonitas páginas da composição regional no gênero samba-enredo. Nesse momento de absoluto êxtase musical, depois de ter reverenciado o também compositor Ernesto Melo, cantando Veriana, de 1984, todos os espíritos que perfazem a história e a memória da cidade desceram no centro histórico, como se estivessem sendo abduzidos por seus cavalos no chão de terra batida de Santa Bárbara e Samburucu. Para fechar em grande estilo sua apresentação e mostrar o potencial criativo da gente Guaporé só faltava mesmo Sílvio Santos convidar o povo a cantar as marchinhas do maior bloco carnavalesco da Amazônia ocidental, a Banda do Vai Quem Quer - o que foi feito. A lua brilhando no céu e a fluorescente poesia do samba reluzindo em frente ao Palácio Presidente Vargas deixaram uma só certeza: nada substitui o talento e a espiritualidade da gente desta terra, em meio ao violento processo de transformação por que estamos passando. Apesar dos pesares, o show de Sílvio Santos brilhou na escuridão cênica do Bar do Zizi. Salve o compositor popular!


(*) Antonio Serpa do Amaral Filho é poeta, escritor e articulista cultural

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

PRAÇA EM SÃO CRISTÓVÃO, NO SERGIPE, AGORA É PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

Agência EFE (*)


A praça de São Francisco, uma preservada construção barroca no município de São Cristóvão, a quarta cidade mais antiga do Brasil, foi inscrita hoje como novo Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A candidatura desta praça, que foi traçada na época em que Portugal, Espanha e suas respectivas colônias eram parte de um mesmo reino, foi aprovada hoje pelos membros do comitê de Patrimônio Mundial da Unesco, reunidos desde segunda-feira em Brasília para sua 34ª reunião.

Cercada pelas também históricas igreja de São Francisco, Convento de São Francisco, Capela da Ordem Terceira - atualmente sede do Museu de Arte Sacra -, Santa Casa e igreja da Misericórdia e Palácio Provincial, a praça é a única no Brasil com um traçado urbanístico de origem tipicamente da colônia espanhola.

Sua construção é do período conhecido como União Ibérica (1580-1640), quando os reinos de Portugal e Espanha tiveram como único soberano os reis Felipe II, Felipe III e Felipe IV da Casa da Áustria.

Apesar da importância histórica como quarta cidade fundada no Brasil e primeira capital do estado de Sergipe, São Cristóvão é hoje um pequeno povoado que fica a 23 quilômetros de Aracajú, capital do estado.

"A inscrição como Patrimônio da Humanidade é uma vitória do povo de Sergipe, que sempre conservou esse patrimônio", festejou hoje o ministro de Cultura do Brasil, Juca Ferreira, que é atualmente o presidente da Comissão de Patrimônio Mundial da Unesco.

A candidatura da praça foi postulada há três anos, mas o organismo multilateral, em sua reunião de 2008, pediu informações mais precisas sobre o valor histórico da praça, que foram respondidas com documentos inéditos de arquivos espanhóis.

A inscrição da praça de São Francisco como Patrimônio Cultural da Humanidade eleva para 18 o número de bens que o Brasil tem na lista do Patrimônio Mundial.

A última vez que a Unesco incluiu uma localidade do Brasil em sua lista foi em 2001, quando o centro histórico da cidade de Goiás foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade.

Na reunião em Brasília foi aprovada até agora a inclusão de 25 novos bens do Patrimônio Culturais, o que eleva para 914 o número de locais incluídos na lista do Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.

Os membros do Comitê do Patrimônio Mundial ainda têm que analisar até na terça-feira outras 12 das 39 candidaturas apresentadas por 33 países. EFE

(*) A agência EFE é um serviço de notícias internacional fundado em 1939 na Espanha.

O FESTIVAL FOLCLÓRICO DE GUAJARÁ-MIRIM: A CELEBRAÇÃO DA NOSSA IDENTIDADE CULTURAL

Imagem colhida na internet (https://rondonia.ro.gov.br/) O Festival Folclórico de Guajará-Mirim, conhecido como Duelo na Fronteira, é muito ...