segunda-feira, 18 de novembro de 2013

CATANDO TUCUMÃ


 
           
Ariel Argobe
No final da tarde desta última quinta-feira, 14, aceitei convite da Secretária da SERCA da UNIR de Guajará-Mirim, companheira Marnízia, cabocla mamorense de finíssimo trato, defensora e praticante das tradições e dos costumes amazônicos. Marnízia me chamou para colher tucumã no pasto da fazenda de uma tradicional família guajaramirense. A fazenda fica colada ao terreno do Campus da UNIR de Guajará.

            O convite me fez remoçar boas épocas da infância, vivida no Bairro do Tamandaré. Era costume das famílias simples daquela região da cidade, nas primeiras horas da tarde de domingo, enveredarem pela ‘mata do Russo’, localizada por detrás do 6º BIS, para colher tucumã.

           
Marnízia
Naquela mata abundava centenas de palmeiras, com fartos cachos carregados da fruta. Íamos com a vizinha Paxiúba, uma velha índia que conhecia muito bem a região e todos os caminhos que levavam aos melhores pés de tucumã. Voltávamos com sacolas e sacos cheios da fruta.

            Sentávamos todos no terreiro da casa de Dona Paxiúba. Preparava-se um bom café preto, servido bem quentinho a todos. No centro da roda uma cuia cheia de farinha d’água, daquela bem caroçuda. Uma faquinha na mão e pronto: era uma tarde deliciosa, regada a tucumã, café preto, farinha d’água e muita prosa.

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