quarta-feira, 26 de outubro de 2011

"NEGUINHO DA BEIJA FLOR" DIZ TER SIDO ENGANADO POR ESCOLA DE SAMBA DE PORTO VELHO

O sambista Luiz Antônio Feliciano, o “Neguinho da Beija Flor”, um dos maiores nomes da história do carnaval carioca acusa uma escola de samba da Capital de não honrar compromissos fazendo com que tivesse grandes prejuízos financeiros.

Em contato com o RONDONIAGORA, “Neguinho da Beija Flor” disse que levou o maior cano de Osvaldo Pitaluga, ex superintendente do IBAMA e vice-presidente da Escola de Samba Asfaltão. Segundo o artista, em agosto deste ano ele foi contratado para fazer uma apresentação em Porto Velho no próximo dia 29 de outubro. O contato teria sido feito pelo próprio Pitaluga.

Em 25 de agosto, ficou acertado que o valor da apresentação do sambista custaria R$ 10.000, menos da metade do que o músico costuma cobrar nas apresentações que faz Brasil afora: R$ 22.000,00. “Só cobrei esse valor em consideração a um grande amigo meu aí de Rondônia, que intermediou a minha negociação com o vice-presidente da escola de samba”, afirmou.

Do total 30% seriam depositados em espécie na conta bancária de “Neguinho da Beija Flor”, ainda em agosto, e os outros 70% pagos 72 horas antes do evento. Nenhum centavo chegou a ser depositado para o sambista. Os organizadores do evento ainda teriam se comprometido a custear as passagens aéreas de ida e volta, hospedagem, alimentação, camarim, palco, som e iluminação.

Acerto

No entanto, segundo o sambista carioca, os organizadores cancelaram o evento e não comunicaram o fato ao músico. “Neguinho da Beija Flor” só ficou sabendo do cancelamento nesta terça-feira pela manhã, após ligar para o vice-presidente da Asfaltão para confirmar o depósito do valor acertado. “Se eu não tivesse ligado, nem ficaria sabendo. Deixei de fazer participações em São Paulo, Curitiba e Florianópolis pelo dobro desse valor. Se eles tivessem me avisado, pelo menos 15 dias antes, eu teria feito outra agenda”.

Mais do que a quebra de contrato, “Neguinho da Beija Flor” disse lamentar a falta de respeito com que foi tratado. “Sou artista. Vivo disso e é com esse dinheiro que pago minhas contas. Eu não tenho salário fixo”, comentou o sambista que completou: “já me apresentei outras vezes em Porto Velho e essa é a primeira vez que passo por uma situação desse tipo”.

O outro lado
Por sua vez, Osvaldo Pitaluga disse que não houve quebra de contrato porque nem o contratante, assim também como o contratado, não assinaram nenhum documento. “Não houve depósito antecipado dos 30% iniciais o que por si só já configuraria a perda de interesse na apresentação”, entende o vice-presidente da escola de samba Asfaltão.



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